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Planalto busca manter acordo da Câmara no Senado sobre 6×1, diz Wagner

Planalto tenta manter acordo da Câmara sobre fim da jornada seis por um, com quarenta horas semanais, transição de quatorze meses e vedação salarial

Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • O Planalto pretende manter, no Senado, o conteúdo do acordo feito entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre a PEC que acaba com a jornada 6×1.
  • O entendimento é visto como meio-termo entre as regras atuais e o texto original das PECs que tramitam na Câmara.
  • O texto estabelece carga semanal máxima de quarenta horas, com transição de catorze meses e vedação a redução salarial.
  • A expectativa é que a Câmara vote a proposta ainda nesta semana, antes de seguir para o Senado.
  • O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que a relação com o governo continua boa após a derrota na indicação de Jorge Messias ao Supremo.

O Planalto pretende manter, no Senado, o conteúdo do acordo fechado na Câmara sobre a PEC que substitui a jornada 6×1. A intenção é preservar o texto negociado entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A depender do entendimento, o objetivo é avançar no ritmo acordado, sem abrir espaço para mudanças abruptas.

O texto em pauta representa um meio-termo entre as regras atuais e as propostas originais das duas PECs tramitando na Câmara, propostas por Reginaldo Lopes e Erika Hilton. O relatório, apresentado na comissão especial, prevê uma carga semanal de 40 horas, com transição de 14 meses e vedação à redução salarial.

A expectativa é que a Câmara vote o projeto ainda nesta semana, seguido de sua análise no Senado. A articulação ocorre diante de movimentos de representantes do setor empresarial que já sinalizam alterações no texto no debate no Senado. Jaques Wagner também afirmou que mantém boa relação com o governo, apesar de derrotas anteriores em temas no Senado.

Desdobramentos e tramitação

A equipe de Lula avalia manter o acordo para evitar rupturas institucionais e garantir unidade entre os poderes. A resistência de alguns setores da base está sendo monitorada pela liderança do governo. Acompanham a tramitação representantes de diferentes parcelas do espectro político, com foco na aprovação estável do texto.

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