- O Senado de Carolina do Sul rejeitou, em sessão extraordinária, a redistrituação de meio de mandato por 26 votos a 18, encerrando a tentativa de redesenhar distritos antes das eleições de meio mandato.
- A proposta cancelaria as eleições congressionais em curso e realizaria novas primárias com linhas de distritos redesenhadas, visando diminuir o peso político do Democrata Jim Clyburn.
- A votação ocorreu mesmo após pressão de integrantes do Partido Republicano para defender uma redistribuição favorável, enquanto o Partido Democrata argumentava contra a mudança.
- O presidente da Câmara estadual, republicano, já havia aprovado um plano similar, que reconfiguraria o distrito de Clyburn e marcaria novas primárias em agosto.
- O congressista Jim Clyburn afirmou que disputará a reeleição independentemente do formato do distrito; mais de vinte e seis mil votos já haviam sido computados no início do dia de votação antecipada.
O Senado de Carolina do Sul rejeitou nesta terça-feira uma tentativa rápida de redesenhar os distritos eleitorais antes das eleições de meio mandato, em decisão tomada por 26 votos a 18. O projeto buscava redesenhar o mapa e cancelar a eleição em curso, cuja votação antecipada começou pela manhã, para redefinir fundos com traçados que reduziram a participação de eleitores historicamente democratas no distrito do congressista Jim Clyburn.
A medida, apoiada pela maioria republicana, visava favorecer a Câmara dos Deputados, ampliando a vantagem partidária em meio a uma disputa para manter a maioria parlamentar. A votação ocorreu durante sessão extraordinária do Senado estadual, após a Câmara, controlada pelos republicanos, ter aprovado o envio do texto para o Senado.
O que estava em jogo
O objetivo era interromper as primárias em curso e realizar novas primárias da Câmara em agosto, com distritos redefinidos. O pleito ocorreria no contexto de uma reação a uma decisão recente do Supremo Tribunal dos EUA que enfraqueceu proteções de minorias em mapas eleitorais, sob o Voting Rights Act federal.
A composição do Senado estadual de South Carolina é de 34 republicanos e 12 democratas. Quatorze republicanos votaram com os democratas contra o projeto de redesenho, dias após a Câmara anunciar a remessa da proposta ao Senado.
Reações e desdobramentos
O senador Tom Davis, republicano, afirmou que o mapa foi elaborado por um consultor de Washington, sem participação de moradores locais. Segundo ele, o processo foi mal conduzido e não houve diligência. Outros senadores argumentaram que já era tarde para mudanças.
O congressista Jim Clyburn votou pela participação antecipada das eleições neste município, Orangeburg, onde também deu declarações públicas. Clyburn afirmou que disputará a reeleição independentemente das mudanças no distrito, mantendo a confiança de que continuará morando na região.
A votação de hoje acontece um dia após a confirmação de que as eleições antecipadas já mobilizam eleitores no estado. Até o meio-dia, mais de 26 mil votos haviam sido registrados na primeira etapa de votação para as primárias de 9 de junho.
A administração republicana da Câmara já havia aprovado plano para redesenhar o distrito de Clyburn, anulando os resultados das primárias atuais e abrindo novas primárias da Câmara em agosto. O tema ganhou força com a pressão de Donald Trump, que ligou para o líder da maioria do Senado estadual e participou de reunião privada com senadores.
Entre pressões e resistência
Embora Trump tenha defendido o redesenho, o líder da maioria no Senado, Shane Massey, resistiu à mudança, destacando que a Carolina do Sul já tem influência além de seu tamanho. Ele indicou que poderia enfrentar consequências políticas por manter a posição, mas afirmou estar à vontade com a decisão.
A iniciativa de redesenho, portanto, foi rejeitada pelo Senado estadual, embora tenha alimentado o debate sobre o uso de mapas para influenciar o resultado de eleições. A questão permanece no centro de discussões sobre governança e representatividade no estado.
(Agência Associated Press contribuiu com a reportagem)
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