- A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero, com dez mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF, voltados para o Rio de Janeiro e Brasília.
- O foco é o Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores, com repasses de R$ 3,6 bilhões ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, supostamente sem embasamento técnico.
- A PF afirma que o caso é desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes de cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024; no período seguinte, houve aplicações de R$ 2,01 bilhões em fundos do mesmo banco.
- A investigação aponta um alinhamento político entre Cláudio Castro e Vorcaro e indicações de nomes de confiança para a diretoria do Rioprevidência, conforme evidências apreendidas.
- Técnicos destacam que aportes superiores a R$ 2,9 bilhões ocorreram entre outubro de 2023 e outubro de 2025, em meio a uma suposta crise de liquidez do Banco Master, sugerindo vínculo pessoal entre o controlador e autoridades do RPPS.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira. A ação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF, com atuação concentrada no Rio de Janeiro e em Brasília. O foco é apurar supostos desvios no Rioprevidência, o fundo de previdência dos servidores do estado.
A PF investiga repasses significativos do Rioprevidência ao Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. As diligências visam esclarecer se houve direcionamento indevido de recursos para a instituição privada, sem amparo técnico adequado, conforme apontado pela autoridade policial.
De acordo com o material oficial, a investigação é desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos entre outubro de 2023 e julho de 2024. Nesta fase, apuram-se aplicações de cerca de 2,01 bilhões de reais a partir de julho de 2024, totalizando aproximadamente 3 bilhões transferidos.
Ao longo da apuração, a PF aponta que parte dos aportes não teve respaldo em relatórios macroeconômicos nem em decisões técnicas de investimento. Em vez disso, haveria uma relação entre o controlador do Banco Master e autoridades do Rioprevidência, com indicações para cargos na diretoria do fundo.
A linha investigativa também sugere que houve uma prática de favorecimento político e possível influência indevida sobre a governança do Rioprevidência. As provas levantadas incluem comunicações que mencionam “alinhamento político” como requisito para determinados aportes, segundo a PF.
As buscas visam rastrear o caminho do dinheiro, consolidar evidências de possíveis crimes financeiros e esclarecer eventuais dinâmicas de lavagem de capitais e gestão fraudulenta do fundo. Até o momento, não houve divulgação de diligências adicionais ou resultados preliminares.
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