- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a Washington na segunda-feira, 25 de maio, para possível encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.
- A viagem ocorre em meio a queda de apoio à pré-candidatura de Flávio após ele ter sido relacionado a pedidos de dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
- A BBC News Brasil acompanhou a viagem; Flávio não revelou detalhes da reunião, dizendo que não poderia comentar antes do encontro.
- Durante o voo de nove horas, ele viajou em classe executiva com segurança, foi abordado por passageiros e pediu bife com arroz, farofa, couve no vapor e sorvete na sobremesa.
- A agenda previa encontro com Trump na terça-feira e possível reunião com o segundo escalão do Departamento de Estado; o governo Lula acompanha à distância e avaliará sinais da reunião após acontecer.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou em Washington nesta segunda-feira, 25/5, para uma possível reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump. A viagem ocorre em meio a buscas de apoio estratégico para a pré-candidatura presidencial. A pauta pode incluir temas envolvendo o governo brasileiro e agendas internacionais.
A BBC News Brasil acompanhou a viagem; a reportagem conversou com Flávio na chegada a Guarulhos e durante o voo a bordo. O político não detalhou o conteúdo da reunião, afirmando apenas que não poderia comentar antes do encontro. Próximos de Flávio dizem que o convite pode ter vir do governo americano, com contatos intermediados pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A viagem de nove horas ocorreu em um Boeing 767-400. Flávio viajou na classe executiva, acompanhado de um segurança. Ao longo do trajeto houve momentos de contato com passageiros e registros de fotos com uma passageira da mesma classe.
Viagem e objetivos
O voo de Guarulhos para a capital norte-americana chegou a Washington por volta das 6h de segunda-feira. A expectativa é de que o encontro com Trump ocorra na terça-feira, 26/5, com retorno ao Brasil previsto para o dia seguinte. Além de Trump, há a possibilidade de reunião com integrantes do Departamento de Estado.
Especula-se que um dos temas a ser discutido é a designação de organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho como entidades terroristas, pleito defendido por Flávio. O governo brasileiro tem destacado cautela em relação a essa possibilidade, por implicações institucionais e regionais.
Quem dirige a estratégia de Flávio Bolsonaro afirma que a agenda pode buscar reverter a crise causada pela revelação de supostos pedidos de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Não houve confirmação de onde será a hospedagem ou se o senador manterá contato com o irmão Eduardo durante a estada.
Contexto político
Enquanto Flávio busca ações que fortaleçam a pré-candidatura, o cenário político brasileiro acompanha com atenção as eleições e as movimentações entre governos. Lula, atual presidente e também pré-candidato, mantém cautela em relação a possíveis impactos de encontros internacionais próximos ao período eleitoral.
Fontes próximas ao governo brasileiro dizem que a ida de Flávio a Washington pode visar desviar o foco das controvérsias envolvendo Vorcaro e produzir uma agenda positiva. O governo federal pretende acompanhar os desdobramentos à distância e avaliar sinais de Trump durante e após o encontro, sem adiantar posicionamentos.
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