- Aliados de Flávio Bolsonaro elogiaram a visita de Flávio a Donald Trump na Casa Branca, mas enxergam efeito limitado na crise envolvendo Vorcaro.
- A crise envolve o pedido de patrocínio de Vorcaro para o filme Dark Horse sobre a vida de Jair Bolsonaro, revelado pelo Intercept Brasil.
- A visita busca ajudar Flávio a se reequilibrar na corrida presidencial após comparação com Lula, que se reuniu com Trump no dia sete de maio.
- O entorno de Flávio teme que a repercussão sobre os contatos com Vorcaro não seja amenizada rapidamente.
- Paralelamente, a Polícia Federal criou novas investigações envolvendo Cláudio Castro e o Banco Master, em meio a operações relacionadas à Rio Previdência.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro comemoraram a visita de Donald Trump à Casa Branca nesta terça-feira, mas reconhecem que o gesto tem efeito limitado sobre a crise causada pelos contatos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A presença de Flávio na reunião é encarada como sinal de acesso à Administração norte-americana.
O grupo pró-Bolsonaro avalia que o episódio reforça a percepção de proximidade com a Casa Branca, mesmo diante de desdobramentos negativos. A expectativa é de que a viagem ajude a recompor o espaço internacional, enquanto o cenário nacional segue conturbado.
A visita dos bolsonaristas ocorreu após o estouro de denúncias envolvendo Vorcaro e o uso de recursos do Master para a produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O tema passou a pautar a imagem de Flávio no período da pré-campanha.
Contexto recente e desdobramentos
Entre 7 e 26 de maio, o esforço de Flávio concentra-se em discutir estratégias para minimizar impactos de crises. A PF mudou o foco de investigações envolvendo o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, para aspectos ligados ao Master e ao repasse de recursos.
O Intercept Brasil reportou mensagens e áudio de Flávio solicitando patrocínio a Vorcaro, o que abriu brecha para questionamentos sobre a finalidade do dinheiro para a produção audiovisual. Flávio, até então, negava contato direto com Vorcaro.
Além disso, Cláudio Castro, pré-candidato do PL ao Senado no Rio, viveu dois embates com a PF em 11 dias, envolvendo aportes da Rioprevidência ao Banco Master. A operação de 15 de maio investiga benefícios a Ricardo Magro, dono do conglomerado de combustíveis.
A墨 atuação pública do grupo tem sido marcada por mudanças estratégicas na comunicação, com troca de equipe de marketing de Flávio. O objetivo é reposicionar a imagem do núcleo bolsonarista e manter o ritmo da campanha.
A narrativa sobre o encontro com Trump permanece sob análise de assessorias, que avaliam o impacto político frente a críticas sobre o recebimento de recursos e a relação com Vorcaro. A imprensa acompanha os desdobramentos com cautela.
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