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ANP discute uso de gasodutos; Petrobras atua para tirar tema da pauta

ANP discute abertura de consulta pública para regulamentar acesso de terceiros a gasodutos e processamento de gás; Petrobras busca manter o tema fora da pauta

Fachada da ANP, agência responsável pela regulação do setor de petróleo e gás no Brasil
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  • A ANP deve discutir na sexta-feira, 29 de maio de 2026, três temas centrais do mercado de gás natural, incluindo regulamentação de acesso de terceiros a estruturas de escoamento e processamento, com Petrobras buscando tirar o tema da pauta.
  • O principal ponto é a abertura de consulta pública sobre uma minuta de resolução para regulamentar o acesso não discriminatório e negociado de terceiros aos gasodutos de escoamento e às unidades de processamento, com regras de tarifas e contratação mais claras.
  • Hoje parte relevante da infraestrutura fica sob controle da Petrobras, o que pode atrasar a entrada de novos produtores no mercado sem negociação com a estatal.
  • Um estudo do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética aponta custos de escoamento e processamento em US$ 9/MMBtu e indica possível queda de cerca de 52% no preço do gás para a indústria em cenários mais competitivos.
  • A pauta também envolve a avaliação de condutas anticoncorrenciais pela ANP e a revisão tarifária de ativos legados das transportadoras Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e Transportadora Associada de Gás (TAG) pelo Método do Capital Recuperado (RCM).

A ANP, agência reguladora do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, deve decidir na sexta-feira, 29 de maio de 2026, sobre abertura de consulta pública para regulamentar o acesso de terceiros aos gasodutos de escoamento e às instalações de processamento de gás. A medida visa tornar mais claro o uso dessas estruturas no mercado brasileiro.

A discussão envolve a regulamentação do acesso “não discriminatório e negociado” a estruturas essenciais da cadeia de gás, conforme a proposta em pauta. A mudança busca cumprir a nova Lei do Gás, sancionada em 2021, que abriu espaço para maior competição no setor.

A ANP analisa também a atuação para reavaliar condutas anticoncorrenciais. A pauta envolve ainda o custo de escoamento e processamento, componentes relevantes do preço do gás para a indústria. Petrobras está entre os interessados em retirar esse tema da pauta.

Impasse sobre o acesso a infraestrutura

Produtores defendem regras mais claras para tarifas e contratação, o que permitiria a entrada de novos agentes. A ideia é reduzir dependência de negociações com a Petrobras para levar o gás ao mercado.

A ANP estuda como a abertura pode impactar a competitividade, incluindo critérios de capacidade disponível e tarifas. A expectativa é que a regulamentação reduza custos para o setor industrial.

Questões tarifárias e antitruste

Outra linha da pauta envolve a avaliação de eventuais condutas anticoncorrenciais pela Petrobras, por meio de ações de ofício da ANP. A medida pode ampliar a regulação sobre uso de infraestrutura e contratos com terceiros.

A discussão sobre condutas anticoncorrenciais pode ampliar o escrutínio regulatório sobre a atuação da estatal no mercado de gás natural. O tema interessa a agentes do setor e consumidores industriais.

Revisão de tarifas de ativos legados

A ANP também discute abrir consulta pública sobre a aplicação do Método do Capital Recuperado para ativos de transportadoras que passaram de Petrobras para NTS e TAG. A revisão mira reduzir distorções tarifárias.

Consumidores industriais defendem que tarifas devam refletir ativos já recuperados ao longo da vida útil. Transportadoras, por sua vez, podem enfrentar resistência à mudança de valoração dos contratos legados.

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