- Dados do Censo indicam que o crescimento populacional desacelerou em 2025 nas maiores cidades dos EUA, com quedas de residentes em várias metrópoles.
- A principal explicação é a queda no fluxo líquido de imigração, já que as 56 áreas metropolitanas com mais de um milhão de habitantes tiveram recuos na imigração.
- Nova York perdeu mais de 388 mil habitantes entre 2020 e 2022; entre 2024 e 2025 registrou a maior perda numérica, superior a 12 mil pessoas.
- Los Angeles perdeu quase 4 mil habitantes em 2025, e Boston ficou acima de mil; Memphis, Albuquerque e St. Louis seguem com quedas contínuas.
- O conjunto do país teve crescimento de 1,8 milhão de pessoas em 2025, equivalente a 0,5%, o ritmo mais baixo desde a pandemia, com migração para o subúrbio e cidades de porte médio influenciando o quadro.
A recusa de migração internacional está reconfigurando o crescimento populacional pós-pandemia nas maiores cidades americanas. Dados do Census Bureau mostram que o rebound pós-COVID desacelerou ou reverteu em 2025 para muitas metrópoles.
Entre 2020 e 2022, Nova York perdeu mais de 388 mil moradores, 4,5% da sua população. Nos dois anos seguintes, a cidade recuperou parte desse saldo, mas entre 2024 e 2025 registrou a maior perda numérica do país, superior a 12 mil residentes.
Los Angeles teve queda de quase 4 mil moradores em 2025, e Boston, mais de mil, em relação ao ano anterior. Os recuos indicam uma reversão na recuperação observada após a pandemia, em cidades que vinham ganhando gente.
Algumas cidades da região atendem a um panorama diferente. Memphis, Albuquerque e St. Louis perderam população desde a pandemia e continuaram a encolher nos anos seguintes. O mapa urbano, porém, não é homogêneo.
O peso da imigração
A lenta entrada de imigrantes é apontada como fator central pela maioria dos especialistas. Frey, demógrafo do Brookings, afirma que a migração internacional tem efeito mais amplo do que a migração interna, ajudando a sustentar grandes cidades.
Todos os 56 grandes metro áreas com mais de 1 milhão de habitantes registraram quedas de imigração, segundo a análise. A retração ajuda a explicar parte das perdas populacionais.
Além disso, o custo de vida elevado leva moradores a buscar cidades mais acessíveis nos subúrbios. O levantamento indica que o crescimento em cidades de porte médio permaneceu estável, com ganhos em áreas periféricas.
Mudanças e exemplos regionais
Port Chester, vila perto de Nova York, cresceu 4,1% enquanto NYC registrou declínio de 0,1%. Isso mostra como o equilíbrio entre migração interna e externa favorece centros menores próximos a metrópoles.
A partir de Dallas, Celina, no Texas, apresentou aumento de 25% na população, contra uma pequena queda de 0,1% em Dallas. Tais exemplos destacam a dinâmica entre cidades médias e grandes.
A projeção de especialistas é de que a tendência atual pode acompanhar mudanças mais fortes. Bier, do Cato Institute, afirma que políticas de imigração mais restritivas afetam as entradas de imigrantes em cidades que dependem deles.
Perspectivas futuras
Estimativas civis indicam que, entre julho de 2025 e julho de 2026, a fila por imigração pode piorar, ampliando o desafio de manter o crescimento demográfico em grandes cidades. A próxima divulgação de dados deverá esclarecer o ritmo dessa queda.
Imigração desempenha papel crucial na composição etária das metrópoles. Sem esse fluxo, centros que já dependem de imigrantes podem enfrentar desaceleração no crescimento populacional e no público jovem.
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