- O deputado Pastor Sargento Isidório improvisou uma canção em defesa dos trabalhadores durante a sessão da comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6 X 1, vestido de mestre de obras e segurando um cartaz com a frase “Trabalhadores não são robôs”.
- Ele cantou com a bancada, dizendo: “A direita vai perder a batalha. Trabalhadores já ganhou a batalha. Trabalhadoras já ganhou a batalha. Agindo Deus os inimigos dos trabalhadores não passarão!”
- Pouco depois da votação, Isidório afirmou ter votado errado e anunciou que a assessoria avisou sobre o equívoco; o presidente da comissão questionou qual seria o voto, e o deputado respondeu: “Meu voto é sim, pelo amor de Deus”.
- A comissão aprovou o parecer do relator sobre a PEC do fim da escala 6 X 1, que reduz a jornada para quarenta horas semanais até 2027 e determina duas folgas remuneradas por semana.
- O texto prevê implementação gradual: 60 dias após a promulgação, a jornada cai de 44 para 42 horas, 14 meses depois a jornada máxima passa a ser de quarenta horas, e duas folgas entram em vigor de forma imediata após o prazo inicial, com uma das folgas preferencialmente aos domingos.
O deputado federal Pastor Sargento Isidório improvisou uma canção em defesa dos trabalhadores durante a sessão da comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6 X 1. Vestido de mestre de obras, ele carregava um cartaz com a frase Trabalhadores não são robôs e ganhou apoio de colegas com batucadas e palmas. A apresentação ocorreu na última quarta-feira, durante a discussão do tema.
Pouco depois da votação, Isidório pediu a palavra e afirmou ter votado errado. A assessoria informou o suposto equívoco por telefone ao gabinete do parlamentar, que acabou confirmando a retratação pública. O presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), brincou ao perguntar qual era o voto, ao que o deputado respondeu: Meu voto é sim, pelo amor de Deus.
Proposta da 6 X 1
A comissão especial aprovou o parecer do relator, Leo Prates (Republicanos-BA), que propõe reduzir a jornada para 40 horas semanais até 2027 e criar duas folgas remuneradas por semana. A PEC segue para o plenário, onde precisa de ao menos 308 votos em dois turnos.
A PEC extingue o modelo atual de trabalho e garante dois dias de descanso semanais, com jornada máxima de 40 horas. O texto não prevê reajuste salarial. A implementação ocorrerá de forma gradual, com fases previstas para entrar em vigor.
Cronograma de implementação
A mudança gradual começa 60 dias após a promulgação. Nesse intervalo, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais. A adoção integral das 40 horas ocorrerá 14 meses após a publicação da emenda.
Os dois dias de folga entram em vigor de forma imediata, logo após o prazo de 60 dias, independentemente do teto de horas. Torna-se vigente, portanto, o direito aos descansos, com uma folga preferencialmente aos domingos.
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