- Durante a votação da PEC que extingue a escala 6 x 1, o PL apresentou na Câmara um destaque de preferência para votar a proposta de Erika Hilton (PSOL‑SP), que prevê 36 horas semanais, em vez do texto aprovado pela comissão especial que estabelece 40 horas.
- A estratégia do PL e do governo era evitar que a redução fosse aprovada sem negociação no Senado, mantendo a possibilidade de alterações futuras e adiamento até após as eleições.
- O líder do Governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT), apresentou uma emenda aglutinativa com o mesmo conteúdo do texto já aprovado na comissão especial.
- Segundo o regimento, emendas aglutinativas devem ser votadas antes de destaques de preferência; a votação foi simbólica e a emenda do governo foi aprovada em segundos, fazendo o destaque do PL cair.
Durante a votação da PEC que extingue a escala 6 X 1, nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, na Câmara dos Deputados, o PL apresentou um destaque de preferência para derrubar a mudança defendida pelo PT. A proposta envolvia o texto da deputada Erika Hilton, que propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais.
O PT enviou uma emenda aglutinativa, substitutiva ao texto original, com o mesmo conteúdo já aprovado anteriormente na comissão especial. A manobra visava manter a linha defendida pelo partido no Planalto e dificultar a aprovação de uma redução maior.
Pelo regimento, emendas aglutinativas devem ser votadas antes de destaques de preferência. A votação foi simbólica, com o texto da liderança do governo aprovado rapidamente, o que fez o destaque do PL cair sem de fato ser apreciado.
Como ocorreu a manobra
A estratégia colocou o governo Lula em posição de não se comprometer com a redução extensa da jornada. O PL suspeitava que, no Senado, haveria alterações, adiando o tema para após as eleições.
Foram citados nomes como Paulo Pimenta (PT), líder do Governo na Câmara, e deputados associados ao tema. A manobra, segundo analistas, buscou evitar uma derrota em plenário ao tratar o tema como prioridade, porém sem votos confirmados.
Além disso, a oposição apontou que a mudança poderia impactar o mercado de trabalho e serviços públicos. A discussão seguiu sem novo cronograma definido, mantendo a pauta da PEC sob avaliação futura.
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