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Lula classifica privatização da Eletrobras como maior roubo do país

Durante evento em Manaus, Lula acusa privatização da Eletrobras de maior roubo e cita salários de diretores, fortalecendo tom eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Estaleiro Bertolini, em Manaus, onde anunciou investimentos da Petrobras e criticou a privatização da Eletrobras
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  • Lula afirmou, em Manaus, que a privatização da Eletrobras foi o “maior roubo da história” do país, durante discurso em evento da Petrobras.
  • O presidente citou salários da diretoria, dizendo que o ex-presidente da Eletrobras recebia entre R$ 60 mil e R$ 500 mil mês, questionando a moralização.
  • A privatização ocorreu em junho de 2022, com a participação da União reduzida de 65% para 42%, em troca de cerca de R$ 30 bilhões.
  • A Eletrobras é a maior empresa do setor elétrico da América Latina, respondendo por 28% da geração brasileira e possuindo 73.600 quilômetros de linhas de transmissão.
  • Lula também criticou a venda da BR Distribuidora e afirmou que o país não ganhou com a operação; reforçou a defesa de estatais no cenário eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a privatização da Eletrobras durante discurso no Estaleiro Bertolini, em Manaus (AM), nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026. Ele afirmou que a venda foi o maior roubo da história do país e citou salários da diretoria para embasar o argumento. O evento também abriu espaço para anúncios de investimentos da Petrobras no Amazonas.

Lula enfatizou que a privatização, realizada em junho de 2022, reduziu a participação da União na empresa de 65% para 42% e resultou na obtenção de cerca de 30 bilhões de reais com a operação. Segundo o presidente, a diferença entre os montantes e o controle estatal constitui uma violação moral, questionando a terceira etapa de governança.

A Eletrobras é a maior empresa do setor elétrico da América Latina, respondendo por 28% da geração de energia do Brasil e possuindo cerca de 73.600 km de linhas de transmissão, o equivalente a 40% do sistema nacional. Lula relacionou esses números a uma percepção de desmonte do patrimônio público.

O discurso ocorre em meio a críticas anteriores do PT à privatização, já levantadas durante a campanha de 2022. O partido classificou a venda como crime e descreveu o processo como um arranjo de vendilhões da pátria. A defesa do enfoque estatal vem ganhando espaço no governo atual.

Na mesma cerimônia, o governo também apresentou uma contestação ao STF para reverter a cláusula que limita o poder de voto da União na Eletrobras a 10%, abaixo de sua participação acionária real. O objetivo é preservar influência estratégica na empresa.

Além disso, Lula aproveitou o momento para empunhar a defesa das estatais em ano eleitoral, associando a Eletrobras a um suposto desvalorizar patrimônio público provocado pela gestão anterior. O governo também criticou a venda da BR Distribuidora, alegando que o país não teve ganhos com a operação.

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