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Plenário da Câmara inicia discussão da PEC do fim da escala 6×1

Plenário discute PEC que reduz a jornada de quarenta e quatro para quarenta horas semanais, com duas folgas, em duas etapas de implementação

Sessão de votação no plenário da Câmara dos Deputados — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • Câmara iniciou a discussão da PEC do fim da escala 6×1 na noite de quarta-feira, 27 de maio, com parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA) aprovado pela comissão por 34 votos a 4.
  • A proposta prevê reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário, com duas folgas por semana, em duas etapas: primeiro 44 para 42 horas ainda neste ano, após 60 dias da promulgação; depois, 42 para 40 horas em 12 meses.
  • Para ser aprovada em plenário, a PEC precisa de pelo menos 308 dos 513 deputados em dois turnos; após a aprovação, o texto segue para o Senado.
  • Setor produtivo critica o formato, argumentando que a redução sem queda salarial aumenta custos e pode gerar inflação; opositores e centrais sindicais preveem impactos diferentes conforme setores e acordos coletivos.
  • A proposta prevê exceção para trabalhadores hiperssuficientes com remuneração acima de cerca de R$ 21,2 mil (duas vezes e meia o teto do INSS), mas não vale para servidores; regimes diferenciados ainda poderão ser definidos por convenção ou acordo coletivo.

Na noite desta quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados iniciou a discussão da PEC do fim da escala 6×1. O parecer do relator Leo Prates, Republicanos-BA, foi aprovado pela comissão especial por 34 votos a 4. O objetivo é reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, mantendo salário, com duas folgas por semana e transição em duas etapas. A PEC ainda precisa de pelo menos 308 votos, em dois turnos no plenário, para seguir ao Senado.

A proposta prevê uma primeira etapa ainda neste ano, com redução de 44 para 42 horas semanais após 60 dias da promulgação. Em 12 meses, a jornada passaria a 40 horas. Duas folgas semanais ficam asseguradas; uma delas tende a ocorrer aos domingos, conforme o texto. Convenções coletivas poderão estabelecer regimes compensatórios para jornadas diferenciadas.

A PEC é uma das bandeiras do governo Lula. A oposição e setores produtivos criticam o impacto de custos para as empresas, que alegam necessidade de ganhos de produtividade para manter a sustentabilidade sem reajustes salariais.

Pontos-chave da proposta

O texto permite regimes diferenciados de jornada, como plantões e turnos contínuos, incluindo modelos como 12×36. Há exceção para trabalhadores hipersuficientes, com salário acima de cerca de 21,2 mil reais, que não estão sujeitos à nova regra. Servidores não ficam incluídos nessa exceção.

Empresas avaliam que a redução sem queda de salário pode elevar custos e pressionar preços. Há preocupação com competitividade e com a necessidade de qualificação da mão de obra para sustentar a mudança. Críticos argumentam que o efeito depende de produtividade e de políticas setoriais.

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