- Cláudio Castro informou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não será mais candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.
- A decisão ocorre após novas denúncias sobre conversas entre Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, divulgadas pelo blog do PL.
- Castro era pré-candidato ao Senado em 2026, na chapa que tinha Flávio Bolsonaro como principal puxador de votos, e a candidatura ficou condicionada à situação jurídica dele.
- A Polícia Federal investiga encontros entre Castro e Vorcaro em Nova York, incluindo mensagens do ex-governador após o evento e pagamentos feitos em restaurantes de alto custo.
- Nesta semana, houve operação de busca e apreensão na cobertura de Castro na Barra da Tijuca; a defesa afirma que apresentará esclarecimentos ao STF e que não houve irregularidade.
Cláudio Castro comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não disputará o Senado pelo Rio de Janeiro. A informação foi compartilhada pelo próprio líder do partido. O anúncio ocorre em meio a novas denúncias envolvendo conversas de Castro com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
A decisão de abrir mão da candidatura foi tomada após investigações e denúncias que vieram à tona. Castro era pré-candidato pela chapa do PL, que tinha Flávio Bolsonaro como principal puxador de votos, anunciada em fevereiro.
Apesar da candidatura, o quadro jurídico de Castro pesou sobre a estratégia. Ele respondia a processo no TSE por supostas irregularidades em eleições anteriores, o que poderia torná-lo inelegível. A permanência na disputa foi questionada internamente no partido.
Investigações e contatos entre Castro e Vorcaro
Segundo informações da Polícia Federal, Castro e Vorcaro teriam se encontrado em Nova York, em maio de 2023, durante um evento. Pouco depois, Castro enviou mensagem elogiando o encontro. Registros indicam pagamento de cerca de US$ 13 mil em restaurante de alto custo.
Em 2024, os dois teriam visitado o mesmo restaurante novamente. Em conversa, Castro mencionou a dificuldade em lembrar o nome do local, enquanto Vorcaro sugeria pratos sofisticados, incluindo opções caras com cobertura de ouro. Não há confirmação de irregularidade nesses relatos.
A PF também verificou que Vorcaro pediu a terceiros que alterassem uma reserva para incluir o nome de Castro e confirmou despesas do grupo associadas aos encontros. Conforme instruções, novas diligências foram realizadas pela PF nesta semana.
Operação e posicionamentos oficiais
Nesta semana, a PF realizou busca e apreensão na cobertura de Castro, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A defesa do ex-governador informou que analisa o material e pretende esclarecer ao STF, alegando inexistência de irregularidade.
A defesa de Vorcaro não comentou o caso. O Rioprevidência disse não haver risco aos pagamentos de aposentados e pensionistas e que o órgão trabalha para recuperar recursos aplicados em fundos relacionados ao Banco Master.
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