- O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o fim da escala 6×1 em discurso na tribuna da Câmara durante a aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho.
- Ele afirmou que houve aprovação sem debate adequado e destacou possíveis impactos econômicos, citando a possibilidade de demissões em massa no futuro.
- Ferreira disse que, mesmo apoiando a PEC defendida pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para a jornada 4×3, a manobra busca colocar o governo em confronto com eleitores.
- A PEC que põe fim à escala 6×1 foi aprovada em dois turnos no plenário da Câmara: 472 votos a 22 na primeira votação e 461 a 19 na segunda; o Senado ainda avaliará o texto.
- O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou proposta para reduzir a jornada de 44 para 40 horas, com duas fases de transição em 14 meses, sem redução salarial.
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), a PEC que transforma a escala de trabalho de 6×1 para 4×3. O texto segue para análise no Senado, enquanto a medida tem continuidade conforme o cronograma definido pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
O episódio ocorreu durante a votação em dois turnos, com 472 votos favoráveis e 22 contra na primeira fase e 461 votos a 19 na etapa final. A proposta, de relatoria do deputado Leo Prates, reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, em duas fases de transição em 14 meses, sem redução salarial.
O deputado Nikolas Ferreira, do PL-MG, discursou na tribuna para criticar o que chamou de falta de debate sobre impactos econômicos da mudança. Ele mencionou possível aumento de custos para empresas e demissões, alegando que futuras consequências devem ser enfrentadas pelos agentes públicos e privados envolvidos.
Ferreira também alinhou-se ao discurso do seu partido ao apoiar a PEC associada à ideia defendida pela deputada Erika Hilton, que propôs a agenda alternativa de 4×3. A atuação gerou leitura de oposição entre pautas pró e contra o governo, sem afastar a Câmara do tema central.
Quanto ao avanço, o Senado trabalhará o recebimento e a votação do texto, conforme calendário oficial. A tramitação completa depende de análise dos senadores e de eventuais ajustes no texto aprovado pela Câmara.
A PEC prevê duas etapas para a implementação, com mudanças graduais na carga horária. A proposta não prevê redução salarial, assegurando remuneração equivalente durante as transições e a partir da conclusão das mudanças.
Em cobertura, a imprensa destacou ainda o embate político envolvendo o governo e a oposição sobre o tamanho do poder de decisão sobre a pauta trabalhista. O tema segue sob observação de trabalhadores e empregadores. Fonte: CNN Brasil.
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