- OpenAI anunciou um pacote de medidas contra desinformação eleitoral no Brasil e nos Estados Unidos para as eleições de 2026, divulgado no dia 27.
- A principal novidade é uma ferramenta de verificação de IA que identifica se uma imagem foi gerada ou alterada com tecnologias da OpenAI, buscando marcas d’água invisíveis e metadados de criação no ChatGPT; funciona também em cópias e capturas de tela, mas não detecta conteúdos criados por outras plataformas.
- A OpenAI afirma que as ferramentas de detecção não resolvem sozinhas a enganação eleitoral, mas fazem parte de uma estrutura de integridade.
- A empresa fechou uma parceria com a Associated Press para acompanhar contagens de votos em tempo real durante as eleições, com o ChatGPT usando o monitoramento da AP como base para buscas por resultados.
- Há possibilidade de acordos com outras plataformas para identificar conteúdos gerados pela IA do ChatGPT que circulam nas redes sociais, com uso de marcadores de origem nos feeds.
- Em outubro do ano passado, a OpenAI já lançou um modelo para avaliar e reduzir o viés político-eleitoral nas respostas do ChatGPT, mantendo a proibição de recomendar votos ou ranquear candidatos, conforme regras do Tribunal Superior Eleitoral.
A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou um pacote de medidas para combater a desinformação com IA durante as eleições de 2026 no Brasil e nos Estados Unidos. O comunicado foi divulgado na quarta-feira, 27. A iniciativa inclui uma ferramenta de verificação de IA que identifica se uma imagem foi gerada ou alterada com as tecnologias da OpenAI. O sistema já está disponível ao público.
A ferramenta procura marcas d’água invisíveis e metadados inseridos automaticamente quando a imagem é gerada pelo ChatGPT. Ela também funciona em cópias e capturas de tela da imagem original. O detector atua apenas em conteúdo criado com tecnologias da OpenAI, não identificando alterações feitas por outras plataformas como Meta AI, Gemini, Midjourney ou Claude.
Parcerias e monitoramento
Além da ferramenta, a OpenAI informou uma parceria com a Associated Press (AP) para acompanhar as contagens de votos em tempo real durante as eleições. O ChatGPT usará o monitoramento da AP como base para buscas por resultados eleitorais.
Há ainda a possibilidade de acordos com outras plataformas digitais para identificar conteúdos gerados pela IA do ChatGPT que circulam nas redes sociais. A empresa ressalta a disposição de trabalhar com provedores de redes sociais para usar marcadores de origem nos critérios de recomendação e distribuição de conteúdos.
Histórico e regras
Em outubro do ano passado, a OpenAI já havia apresentado um modelo para avaliar e combater o viés político-eleitoral nas respostas do ChatGPT, que segue em atualização. Um ponto central é evitar a recomendação direta de voto ou a categorização de candidatos, prática proibida no Brasil pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral.
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