- Planalto vê demonstração de força do governo após a Câmara aprovar a PEC que estabelece a escala 5×2 e reduz a jornada de 44 a 40 horas semanais, em dois turnos, na noite de quarta-feira (27).
- Primeiro turno teve 472 votos a 22; segundo turno ficou em 461 a 19; o texto segue para o Senado.
- Governo busca que o Senado aprove sem mudanças ou com poucas alterações, usando o placar amplo como pressão política.
- A estratégia é que a PEC seja votada no Senado até o fim de julho, antes do recesso, para que trabalhadores sintam o efeito das mudanças nas eleições de outubro.
- Se houver alterações no Senado, a proposta pode voltar à Câmara; o texto aprovado prevê implementação a partir de 60 dias após a promulgação, com pelo menos 14 meses para a completa implantação.
O Planalto avaliou como uma demonstração de força o resultado expressivo da Câmara para a proposta de emenda à Constituição que estabelece a jornada 5×2 e reduz de 44 para 40 horas semanais. A avaliação é de que o placar favorável pressiona o Senado a avançar de forma célere.
A PEC foi aprovada em dois turnos na Câmara na noite de quarta-feira, 27. Primeiro, ficou em 472 votos a 22; no segundo, 461 a 19. O texto segue para o Senado, sem mudanças constitucionais já aprovadas pela Casa.
Ministros do Planalto, José Guimarães e Guilherme Boulos estiveram na Câmara ao longo do dia para articular o acordo com a presidência da Casa, Hugo Motta, e o centrão. Lula acompanhou as negociações ao longo das últimas semanas.
Avanço no Senado e prazos
O governo espera que o Senado aprove a proposta até o final de julho, antes do recesso, para que trabalhadores sintam os efeitos já nas eleições de outubro. O centrão afirma que o texto pode sofrer alterações.
Líderes do centrão na Câmara apontam a possibilidade de mudanças no Senado, o que pode exigir retorno à Câmara para nova análise. No Senado, o PL já estuda ampliar a tramitação em comissões temáticas antes do plenário.
Pelo atual texto aprovado, as mudanças na jornada começarão 60 dias após a promulgação e levarão ao menos 14 meses para implementação total. A negociação continua para definir o ritmo de tramitação.
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