- O PSB avalia oficializar Simone Tebet e Márcio França como senadores em São Paulo, sem o aval do PT.
- A decisão depende da conversa entre o presidente do PSB, João Campos, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para quinta-feira, 28.
- A executiva do PSB aprovou a Tese de lançar os dois nomes em reunião realizada em Brasília, nesta quarta-feira, 27.
- Tebet e França são vistos como opções mais palatáveis para eleitorado de centro e centro-direita, com Tebet tendo maior rejeição entre pré-candidatos, de acordo com pesquisa recente.
- Defensores de França argumentam que sua proximidade com o PSDB, por ter sido vice-governador de Geraldo Alckmin em São Paulo, pode facilitar o segundo voto para senador; a disputa envolve também o candidato bolsonarista Guilherme Derrite.
O PSB avalia lançar Simone Tebet e Márcio França ao Senado em São Paulo, mesmo sem alinhamento formal com o PT. A opção foi cogitada após reunião da Executiva da sigla em Brasília, nesta quarta-feira, 27. A estratégia depende do desfecho da conversa entre João Campos e Lula, marcada para quinta-feira, 28.
Dirigentes do PSB veem Tebet e França como nomes que podem ampliar o perfil de eleitorado de centro e centro-direita. Tebet lidera pesquisas para o Senado, mas enfrenta resistência interna na Rede-SP, o que pode complicar a candidatura. França tem proximidade com o PSDB, o que agrada setores da direita paulista.
A ideia de apoiar Tebet e França também mira o segundo voto, um fator crítico para o pleito de outubro. Analistas apontam que muitos eleitores ainda não entenderam a necessidade de indicar dois candidatos ao Senado, o que deixa a disputa menos previsível.
Desdobramentos da conversa com Lula
Segundo apuração da Coluna do Estadão, a decisão depende de como ocorrerá a reunião entre Campos e Lula. O Brasil precisa observar o seguinte: o tom das negociações pode redefinir o apoio ao Senado em São Paulo e influenciar palanques regionais. A indefinição no PT permanece como elemento central do cenário.
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