- O Senado informou que Flávio Bolsonaro não apresentou requerimento de missão oficial com ônus para a Casa; ele comunicou ausência do País entre 24 e 28 de maio.
- O senador viajou aos Estados Unidos e postou foto com o presidente Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio, dizendo que a visita foi um reconhecimento da candidatura dele.
- Segundo Flávio, não houve declaração de apoio de Trump à pré-campanha; a viagem ocorreu duas semanas após Lula ter sido recebido por Trump.
- Ele afirmou ter se reunido com o vice-presidente americano, J. D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, e afirmou que discutiu classificar as organizações criminosas PCC e CV como terroristas.
- A viagem é vista por interlocutores do governo Lula como tentativa de desviar o tema do Banco Master, com relatos de que cerca de R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões acertados para o filme sobre Jair Bolsonaro teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025.
O Senado Federal informou que Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, não apresentou requerimento de missão oficial com ônus para a Casa. O ofício protocolado em 21 de maio comunicou a ausência do País entre 24 e 28 de maio.
A viagem ocorreu aos Estados Unidos, onde o parlamentar esteve na Casa Branca na terça-feira, 26, e posou ao lado de Donald Trump. Bolsonaro afirmou que o encontro foi um reconhecimento da seriedade de sua candidatura, sem que haja declaração de apoio do ex-presidente americano.
Na visão dele, não houve pagamento de despesas da missão pela Câmara, conforme regra interna. Ainda segundo o senador, nesta quarta-feira houve reunião com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, para reforçar pedidos de classificação de facções criminosas como terroristas.
Detalhes da avaliação institucional
O governo Lula avaliou a viagem como uma tentativa de desviar o foco do tema envolvendo o Banco Master, segundo interlocutores ouvidos pela imprensa. A covariação envolve o empresário Daniel Vorcaro, apontado como titular de recursos para projetos ligados a Flávio.
Relatórios veiculados pelo Intercept Brasil apontaram que cerca de R$ 61 milhões de um total de R$ 134 milhões firmados entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025 para a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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