- Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em Curitiba, que Lula estaria “defendendo a soberania do PCC e do CV”, durante o lançamento das pré-candidaturas de Sérgio Moro ao governo do Paraná, Deltan Dallagnol ao Senado e Filipe Barros ao Senado pelo PL.
- Lula criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas e disse que o Brasil não aceitará interferência externa, ressaltando defesa da soberania.
- Flávio afirmou que Lula ou faz parte das facções ou está pressionado por elas, vestindo camiseta com a frase “Curitiba prendeu e Brasília soltou” e acusou o ex-presidente de fazer lobby nos EUA para favorecer essas organizações.
- Moro elogiou a posição dos EUA e enfatizou que, ao aceitar o convite para o governo, buscava fortalecer o enfrentamento ao crime organizado, lembrando sua passagem pelo Ministério da Justiça.
- Dallagnol criticou o STF, pediu o impeachment de ministros caso seja senador e lembrou que teve o registro cassado pelo TSE em 2023, tornando-se inelegível por oito anos.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, voltou a ligar o seu adversário Lula a facções criminosas. Em Curitiba, durante o lançamento das pré-candidaturas de Moro ao governo do Paraná e de Dallagnol e Filipe Barros ao Senado, ele afirmou que o petista defenderia o PCC e o CV.
O tom do evento foi de apoio à candidatura de Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, e de ataque aos oponentes. Flávio vestia uma camiseta com a frase Curitiba prendeu e Brasília soltou, em referência ao período em que Lula ficou preso. Ele ainda disse que Lula viajou aos EUA para “lamber as botas” de Trump e fazer lobby pelas facções.
Mais cedo, Lula criticou a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo governo dos EUA, destacando a defesa da soberania nacional. O petista afirmou que não aceitará interferência externa em questões de segurança pública e citou o tema como algo explorado por bolsonaristas.
Contexto internacional
O anúncio da posição de Flávio ocorreu dois dias após encontro dele com o presidente americano. Segundo o senador, o apoio à medida foi discutido no encontro, que reforça a linha de campanha de associar Lula a organizações criminosas.
No Paraná, Moro elogiou a decisão dos EUA e lembrou sua passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o combate ao crime organizado era prioridade ao assumir a pasta, em 2019.
Dallagnol, por sua vez, criticou o STF durante sua fala. O ex-procurador afirmou que, caso seja eleito senador, defenderá o impeachment de ministros da Corte. Em 2023, o TSE cassou seu registro de candidatura, tornando-o inelegível por oito anos.
Lula rebateu as críticas, dizendo que o Brasil não é uma republiqueta e que não aceita influências externas. Ele também destacou que o PCC e o CV são organizações que aterrorizam a população e defendeu a atuação das instituições nacionais para o enfrentamento do crime organizado.
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