- Gilmar Mendes acusa a imprensa golpista de moldar a mensagem e cita como exemplo o Fórum de Lisboa e a crise no STF, dizendo que a imprensa influencia a percepção pública.
- O ministro afirma que a imprensa, e não o STF, é responsável por parte da narrativa sobre o Caso Master e a confiança institucional, enquanto o tribunal seria alvo de pesquisas e críticas externas.
- Sobre Toffoli e Moraes, diz que “isso está sendo investigado”, mas sustenta que houve omissão de um relatório da Polícia Federal e questiona a condução de investigações que não atingiriam o contrato suspeito.
- Critica o código de ética alemão, afirmando que não combina com a cultura brasileira, e sugere que a elite nacional opera em uma rede de privilégios, relacionando isso ao debate sobre ética e igualdade perante a lei.
- Defende a continuidade do inquérito das fake news, alegando necessidade diante do acirramento eleitoral, e critica a ideia de que o inquérito seria apenas para apurar fatos futuros, apontando uma tensão entre justiça e política no STF.
Gilmar Mendes concedeu uma entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 23 de maio de 2026. O ministro do STF tratou do Caso Master, do Fórum de Lisboa conhecido como Gilmarpalooza e de crise de confiança no tribunal. O tom foi de defesa da instituição e de crítica à imprensa.
O ministro afirmou que a crise envolve a imprensa e que pesquisas de veículos influenciam percepções sobre o STF. Segundo ele, há uma leitura de que o tribunal estaria em um corredor polonês, efeito que ele atribui a reportagens de veículos nacionais. A entrevista provocou debates sobre responsabilidade institucional e comunicação pública.
Mendes ainda questionou a relação entre a atuação do STF e a imprensa, sugerindo que a cobertura pode distorcer a percepção sobre a atuação do tribunal. O tema envolve leituras sobre o papel do tribunal na sociedade, a relação entre judicialização da política e a influência midiática.
Contexto e desdobramentos
A entrevista também abordou respostas do STF a investigações da Polícia Federal sobre o Caso Master, com Mendes defendendo que alguns aspectos não teriam sido devidamente apurados. O ministro criticou decisões sobre conflitos de interesse envolvendo colegas, apontando o que chama de desequilíbrio entre transparência e unidade interna.
Outra linha do discurso criticou o código de ética alemão, segundo ele incompatível com tradições nacionais, e mencionou divergências internas sobre a aplicação de regras éticas no tribunal. A narrativa sugere disputas sobre cultura institucional e padrões de conduta.
Impactos na leitura pública
A fala de Mendes é interpretada por analistas como exemplo de atribuição de responsabilidades à imprensa sobre a mensagem veiculada. Persistem dúvidas sobre o papel do STF em investigações que envolvem seus próprios integrantes e sobre o equilíbrio entre autonomia judicial e controle institucional.
Entre na conversa da comunidade