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Luciano Hang ironiza PEC do fim da escala 6×1 e defende jornada 4×3

Hang critica PEC que encerra a escala 6x1 e reduz a jornada para 40 horas, dizendo que pode elevar a inflação e levar ao fechamento de micro, pequenas e médias empresas; defende a escala 4 por 3

Empresário Luciano Hang
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  • Luciano Hang criticou a PEC que prevê o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada para quarenta horas semanais, defendendo adotar imediatamente uma escala 4 por 3.
  • O empresário disse à Folha de S. Paulo que a mudança seria uma “desgraça” para a economia e aumentaria fechamento de micro, pequenas e médias empresas, além de elevar preços.
  • Ele afirmou que os custos das empresas poderiam subir entre quinze e vinte por cento com a nova regra, custo que seria repassado aos consumidores.
  • Hang também disse que a inflação provocaria redução do poder de compra e que muitos brasileiros teriam de buscar segunda fonte de renda.
  • A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e segue para o Senado; o texto prevê transição com dois dias de descanso remunerado por semana, 42 horas semanais após dois meses e 40 horas após quinze meses, com regras para categorias específicas.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, voltou a criticar a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou que a mudança seria prejudicial à economia e que defenderia, em seu lugar, uma escala de 4 por 3. Hang disse que a aprovação da PEC pode gerar impactos para empresas e consumidores.

Ele afirmou que a proposta representa um risco de inflação e de fechamento de pequenas e médias empresas, além de elevar preços. Segundo o empresário, custos de produção poderiam subir entre 15% e 20%, o que acabaria sendo repassado ao consumidor final. Hang citou ainda efeitos sobre o poder de compra.

Situação da PEC

A PEC que acaba com a escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos nesta semana. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal. A proposta prevê a eliminação do modelo de trabalho em que o empregado atua seis dias seguidos e descansa um, além de uma redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial.

Há um cronograma de transição: dois meses após a promulgação, trabalhadores sob CLT teriam direito a dois dias de descanso remunerado por semana e a uma carga máxima de 42 horas semanais. Passados 14 meses, a jornada passaria a 40 horas semanais. O texto também estabelece regras para categorias com regimes diferenciados, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, além de medidas transitórias para MEIs, microempresas e contratos terceirizados ligados à administração pública.

Partes envolvidas e próximos passos

A proposta ainda depende de voto favorável em dois turnos pelo Senado e da promulgação pelo Congresso Nacional para entrar em vigor. Em debate público, Hang criticou a aplicação prática da norma e a forma como afetaria pequenos negócios, conforme leitura da entrevista divulgada nesta sexta-feira. A discussão segue com impactos estimados para trabalhadores, empregadores e inflação no curto e médio prazos.

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