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Lula afirma que Flávio traiu ao pedir intervenção dos EUA

Lula acusa Flávio Bolsonaro de trair a pátria ao pedir intervenção dos EUA, após Washington classificar PCC e CV como terroristas

Lula concordou que PCC e CV são organizações terroristas, mas, segundo ele, ambas devem ser tratadas pelas forças de segurança brasileiras
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  • Os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas; anúncio ocorreu na quinta-feira, após a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca.
  • Lula afirmou que Flávio Bolsonaro traiu a pátria ao buscar intervenção norte-americana no Brasil e criticou a atuação do governo em relação ao tema.
  • O presidente disse, em Sergipe, que PCC e CV são terroristas porque incomodam famílias e comunidades, e reforçou que cabe às forças de segurança brasileiras Combatê-los.
  • O Planalto informou que a medida americana é contraproducente, pode atrapalhar o combate ao crime e afetar o compartilhamento de informações e o sistema financeiro.
  • Lula também pediu extradição de Alexandre Ramagem e de Ricardo Magro, citando Ramagem condenado a dezesseis anos e Magro, apontado como contrabandista, tendo atuação em Miami.

O governo dos Estados Unidos classificou as organizações criminosas PCC e CV como terroristas globais nesta quinta-feira, 28 de maio, após a visita do senador Flávio Bolsonaro ao White House. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio. No Brasil, o presidente Lula reagiu, afirmando que Flávio Bolsonaro agiu para abrir caminho a intervenção estrangeira.

Lula disse que a atuação de Flávio Bolsonaro representa traição à pátria, ao buscar apoio para uma intervenção dos EUA no Brasil. O presidente afirmou ter recebido documentos de uma reunião com o ex-presidente Donald Trump, sem presença de Rubio. O tom empregado por Lula foi de denúncia de interferência política.

O petista afirmou ainda que tribunais e forças de segurança brasileiras devem tratar o tema, destacando que as facções criminosas incomodam famílias e comunidades. Ele reforçou o combate interno ao crime, sem detalhar novos planos oficiais.

Repercussões políticas e legais

O Planalto emitiu nota classificando a ação de Flávio Bolsonaro como deplorável. O texto sustenta que medidas unilaterais podem atrapalhar o enfrentamento ao crime e prejudicar o intercâmbio de informações entre as polícias. Também menciona possíveis impactos no sistema financeiro e em inovações nacionais como o Pix.

Além disso, Lula cobrou a extradição de Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin, condenado por tentativa de golpe. Ramagem foi preso pelo ICE, mas liberado, e o Brasil aponta a necessidade de cooperação para encaminhar o caso ao seu território.

Lula também citou o empresário Ricardo Magro, à frente da Refit, investigado pela Receita Federal por sonegação e possível lavagem de dinheiro. O presidente indicou a extradição de Magro, hoje em Miami, como prioridade no diálogo com Washington.

Contexto regional e histórico

A classificação norte-americana ocorreu após a visita de um representante do PL ao governo dos EUA. O tema envolve histórico de cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado, bem como tensões diplomáticas relacionadas a intervenções estrangeiras.

A presente declaração de Lula contrasta com a posição de especialistas em segurança, que destacam que o enquadramento de terrorismo depende de motivações, não apenas de operações criminosas. O governo brasileiro reforça que o enfrentamento é responsabilidade das autoridades nacionais.

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