- Lula afirmou estar muito triste com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.
- Disse que as facções são terroristas para as comunidades brasileiras, mas não os terroristas que, segundo ele, Trump quer; cobrou a entrega de Ramagem e de Ricardo Magro.
- Afirmou que armas contrabandeadas são de origem norte-americana e mencionou documento entregue na visita ao presidente dos EUA, destacando Delaware como foco de lavagem de dinheiro de brasileiros.
- Criticou o senador Flávio Bolsonaro por ter ido aos Estados Unidos pedir a classificação terrorista dos grupos e lembrou que Marco Rubio não estava no encontro; disse que houve traição à pátria.
- Reiterou que não aceitará que o Brasil seja tratado como republiqueta e pediu novamente que o Senado aprove a PEC da Segurança Pública.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar muito triste com a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele reconheceu a gravidade das facções para o Brasil, mas afirmou que não concorda com a estratégia de intervenção mostrada pelos EUA.
Lula criticou o tom utilizado por autoridades americanas e declarou que o Brasil precisa manter sua soberania. Ele afirmou que o Brasil não será tratado como republiqueta e pediu que Washington entregue indivíduos ligados ao crime que estariam no país.
Durante um evento em Sergipe, em que anunciou investimentos da Petrobras, o presidente destacou que armas contrabandeadas são de origem norte-americana e citou documentos apresentados na visita ao governo dos EUA.
O chefe do Executivo mencionou o ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos, e o advogado Ricardo Magro, apontado pela PF e pela Receita como contrabandista de combustível. Lula disse que, inicialmente, entregaria essas pessoas aos EUA.
O presidente também criticou o senador Flávio Bolsonaro, que teria ido aos EUA pedir a classificação terrorista ao PCC e CV. Ele sugeriu que Marco Rubio não participou do encontro recente com Trump e insinuou vantagens políticas para aliados no exterior.
Lula reforçou a necessidade de aprovação, no Senado, da PEC da Segurança Pública, apontando que medidas nacionais devem avançar sem depender de pressões externas. A fala ocorreu no contexto de investimentos da Petrobras em Sergipe.
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