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Senado analisa projeto que permite ao governo pagar mais por produtos básicos

Senado analisará projeto que autoriza compras de produtos básicos até 25% acima do preço mínimo, ampliando o papel da Conab no estoque regulador

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  • O Senado vai analisar o Projeto de Lei 1.384/2011, que autoriza a União a comprar produtos básicos da Política de Garantia de Preços Mínimos por até vinte e cinco por cento acima do preço mínimo vigente.
  • O PGPM, gerido pela Companhia Nacional de Abastecimento, tem o objetivo de proteger o produtor rural e assegurar o abastecimento nacional de alimentos.
  • A Câmara dos Deputados aprovou o texto na terça-feira, 26, e ele também permite à Conab vender estoques a micro e pequenas indústrias de alimentos, varejo alimentar, cooperativas e associações.
  • As compras devem ocorrer por meio de leilão público, e a Conab poderá realizar venda direta para programas de abastecimento, com critérios definidos por ato conjunto dos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Fazenda.
  • O projeto amplia o ProVB para incluir outros produtos destinados à ração animal, com expectativa de cinquenta mil toneladas de milho em 2026, custo entre sessenta milhões e sessenta e cinco milhões, e subsídio de oitenta milhões para equalizar preços.

O Senado analisa em breve o PL 1.384/2011, que autoriza a União a comprar produtos básicos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) por até 25% acima do preço mínimo vigente. A Câmara aprovou o texto na última terça-feira (26).

O PGPM, gerido pela Conab, protege o produtor rural contra oscilações de preço e garante abastecimento. O projeto permite ainda que a Conab venda diretamente a micro e pequenas indústrias de alimentos, varejo alimentar, cooperativas e associações.

O texto define que as compras serão feitas por leilão público. Um ato do Poder Executivo estabelecerá tipos de produtos, volumes, preços máximos e locais de aquisição, buscando compensar eventuais gastos com o estoque regulatório.

Contexto e objetivo

O autor, o senador Beto Faro (PT-PA), afirma que a versão original, de 2011, visava fortalecer estoques públicos estratégicos, especialmente em resposta à emergência climática. A Câmara seguiu caminho mais voltado a balcão para pequenos criadores.

A proposta também autoriza venda direta de estoques comprados a preço maior para programas de abastecimento e segurança alimentar, com critérios de adesão definidos por ato conjunto dos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Fazenda.

O PL altera ainda a Lei 14.293/2022 para incluir outros produtos na venda em balcão do ProVB de milho, ampliando itens para ração animal, sob portaria interministerial. Cooperativas e associações de agricultores familiares passam a ter participação.

Para 2026, estimam-se 50 mil toneladas de milho no ProVB, com custo de R$ 60 milhões a R$ 65 milhões. A venda subsidiada ao pequeno criador poderá utilizar R$ 80 milhões em equalização de preços.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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