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Colômbia decide, em eleições, continuidade da esquerda

Colômbia vota para decidir continuidade da esquerda no governo; Cepeda lidera as pesquisas, com segundo turno provável em 21 de junho

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  • colombianos vão às urnas no dia 31 de maio para decidir a continuidade da esquerda no governo, com a expectativa de segundo turno entre Cepeda e adversários.
  • Iván Cepeda, do Pacto Histórico, aparece como favorito nas pesquisas, mas não deve vencer no primeiro turno; o segundo turno tende a ocorrer em 21 de junho.
  • os principais adversários são Abelardo de la Espriella, ultradireitista que se apresenta como o “Tigre”, e Paloma Valencia, senadora e herdeira política de uribe.
  • o pleito ocorre em meio à campanha mais sangrenta em décadas, com doze candidatos e foco em temas como paz, saúde e segurança.
  • Cepeda integra a base de Petro e defende políticas de justiça social, enquanto Espriella propõe endurecimento institucional e militarização; Valencia defende fim da paz total e maior firmeza contra grupos armados.

O Colômbia vota neste domingo para definir se mantém a orientação do atual governo de esquerda ou retorna ao bloco de direita. A eleição ocorre em meio a uma campanha marcada pela violência política e pela polarização entre esquerda e direita. O pleito envolve doze candidatos, com destaque para a corrida entre Iván Cepeda, apoiado pelo governo, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia.

As pesquisas indicam vantagem para Cepeda, indicado pelo Pacto Histórico e alinhado ao governo de Gustavo Petro. Embora líder nas sondagens, ele não deve vencer no primeiro turno, abrindo espaço para o segundo turno previsto para 21 de junho. Analistas apontam que a polarização pesa no pleito.

Abelardo de la Espriella, conhecido como o Tigre, representa a ultradireita e lidera o movimento Defensores da Pátria, buscando romper com o atual governo. Valencia, senadora do Centro Democrático, representa a ala mais moderada da direita e mira o voto de centro.

Cenário de candidatura e temas

Entre os candidatos, aparecem ainda ex-prefeitos, ex-senadores e empresários com apoio diverso. O pleito conta com nomes como Sergio Fajardo, Claudia López, Carlos Caicedo, Roy Barreras, Mauricio Lizcano, Miguel Uribe Londoño, além de figuras da área militar e do setor privado.

A disputa se ancora em temas como paz, saúde pública, segurança, economia e políticas de combate à violência. Os rivais de Cepeda criticam a gestão do governo na área de paz e de serviços públicos, buscando capitalizar o desejo de mudança entre o eleitorado.

Quem são os principais concorrentes

Iván Cepeda, 63 anos, senador e defensor dos direitos humanos, é um dos articuladores da paz total do governo Petro. Sua trajetória pública começou na década de 1990, acompanhando casos de violência política, e inclui atuação na negociação de acordos com grupos armados.

Abelardo de la Espriella, 47, advogado e empresário, defende uma linha firme contra a criminalidade e propõe alianças com EUA e Israel, com medidas de endurecimento. Valencia, 50, nega alianças com grupos armados e defende políticas de segurança mais restritas, mantendo uma postura conservadora.

Perspectivas finais

O pleito acontece em um quadro de disputa entre continuidade e mudança. A expectativa é de segundo turno, com o cenário realinhando-se conforme o resultado parcial de domingo. A apuração deve indicar se a eleição seguirá pela linha de continuidade ou pela alternativa da direita.

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