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Lula sobe o tom; governo calibra atuação sobre facções

Lula acelera discurso contra Flávio Bolsonaro após EUA classificar facções criminosas como terroristas; Planalto reafirma soberania e mira na oposição

Palácio do Planalto, em Brasília
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  • Os Estados Unidos vão classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, e Lula passou a usar o tema para criticar Flávio Bolsonaro.
  • Lula chamou o senador de traidor e disse que pedir intervenção americana não ajuda o Brasil; houve menção ao ex-assessor Fabrício Queiroz.
  • O Planalto divulgou nota apontando deplorável a atuação da família Bolsonaro nos EUA; o Itamaraty ainda não divulgou posicionamento oficial sobre a decisão.
  • O governo brasileiro reforça a soberania nacional e aponta a necessidade de aprovar a PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara, mas pendente no Senado.
  • A oposição, representada por Flávio Bolsonaro, diz que Lula se alinhou aos EUA e afirmou que o presidente defende a soberania do PCC e do CV.

O governo brasileiro reagiu à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas. Lula subiu o tom ao associar a atuação de Flávio Bolsonaro à postura norte-americana, e passou a usar o tema para críticas ao bolsonarismo. O Planalto divulgou uma nota oficial condenando a atuação da família Bolsonaro no exterior.

O Palácio afirmou que o Brasil é soberano, destaca o combate a facções como PCC e CV e defende cooperação internacional no enfrentamento do crime organizado. Embora o Itamaraty não tenha divulgado posicionamento formal sobre a decisão dos EUA, integrantes do governo disseram haver impactos considerados prejudiciais.

Lula realizou discurso em Sergipe, destacando a soberania nacional e defendendo a aprovação da PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara e hoje parada no Senado. O presidente pediu firmeza no enfrentamento ao crime organizado e afirmou que a soberania não se negocia.

Durante agenda em Curitiba, Flávio Bolsonaro reagiu à decisão dos EUA com críticas ao governo federal. O senador acusou Lula de defender os interesses de organizações criminosas e afirmou que, segundo ele, a oposição tem atuado para enfrentar o crime de modo mais eficaz.

A oposição, por sua vez, celebrou a medida norte-americana. Flávio reforçou que o grupo político dele tem pressionado por reconhecimento de tais organizações como terroristas, e criticou o que chamou de lobby para favorecer o PCC e o CV.

Reação internacional e desdobramentos

O Planalto reiterou a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime, destacando parcerias existentes com diversos países, incluindo os EUA. O Itamaraty aguarda diretrizes oficiais para alinhar eventuais medidas diplomáticas.

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