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Motosserra de Milei pode deixar argentinos com deficiência sem serviços

Cortes a programas para pessoas com deficiência elevam o risco de perda de serviços essenciais na Argentina

Javier Milei, entre partidários — Foto: Matias Baglietto/Reuters
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  • O presidente Milei propõe cortar programas voltados a pessoas com deficiência como parte de uma reforma para eliminar fraudes e desperdícios na burocracia federal.
  • A medida coloca em risco o acesso a serviços essenciais para esse grupo na Argentina.
  • Analía Celis, 34 anos, tem deficiência intelectual e paralisia cerebral; a terapia esportiva ajudava a reduzir a rigidez muscular.
  • Ela não pode trabalhar, mas cozinhar dava-lhe independência; atividades de pintura com outras pessoas do programa facilitavam a comunicação.

O governo da Argentina, sob a gestão do presidente Javier Milei, iniciou um conjunto de reformas voltadas a reduzir programas voltados a pessoas com deficiência. A medida faz parte de um esforço para cortar supostos fraudes e desperdícios na burocracia federal.

Segundo o governo, as mudanças visam tornar mais eficiente a distribuição de recursos sociais, com foco na redistribuição de verbas para fins considerados prioritários. A administração sustenta que o ajuste não implica retirada total de suporte, mas redefinições no alcance de alguns serviços.

Analía Celis, 34 anos, vive com deficiência intelectual e paralisia cerebral. Ela depende de terapia esportiva para aliviar a rigidez muscular e de atividades culinárias que lhe dão sensação de independência. A pintora participa de sessões com outras pessoas atendidas pelo programa.

Celis não pode trabalhar, mas afirma que cozinhar a ajuda a reconhecer tarefas diárias e a manter a autonomia. O acesso a atividades artísticas também facilita a comunicação, mesmo com limitações na fala, segundo relatos da própria beneficiária.

A reorganização de programas tem gerado debate sobre impactos para pessoas com deficiência. Defensores dos direitos sociais alertam para riscos de redução de serviços essenciais, enquanto o governo sustenta a necessidade de controle de gastos públicos.

Entre os aspectos em análise, estão critérios de elegibilidade, ampliação de mecanismos de fiscalização e a possível priorização de atendimentos considerados críticos. A administração afirma que as mudanças reforçam responsabilidades e transparência.

Observa-se que, com a reformulação, a oferta de terapeutas, oficinas e atendimentos em diversas regiões pode sofrer ajustes. Autoridades afirmam que o objetivo é preservar a dignidade das pessoas envolvidas, ao mesmo tempo em que buscam eficiência.

Até o momento, não há dados oficiais sobre o alcance geográfico das mudanças ou sobre o tempo previsto para implementação. A imprensa continuará acompanhando as medidas e seus efeitos sobre a comunidade atendida.

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