- Flávia Medeiros, 29 anos, exonerada do Itamaraty, havia sido eleita para compor o Comitê Étnico-Racial do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
- A chapa única de candidatos foi registrada, segundo boletim interno obtido pelo Estadão, e os membros eleitos exercem o cargo por dois anos (2026-2028).
- Flávia havia sido desclassificada no exame para cotas do concurso público de 2023, recorreu à justiça para tomar posse, mas o recurso foi rejeitado e ela perdeu o cargo.
- O Comitê Étnico-Racial é parte do Sistema de Promoção de Diversidade e Inclusão do Itamaraty, com objetivo de propor e acompanhar iniciativas de diversidade no ministério.
- O colegiado também integra outros grupos temáticos — Gênero, Pessoas com Deficiência e Pessoas LGBTQIA+ —, sob coordenação da Comissão de Promoção de Diversidade e Inclusão.
A ex-oficial de chancelaria Flávia Medeiros, 29 anos, foi exonerada pelo Itamaraty na semana passada. Ela havia sido recentemente eleita para compor o Comitê Étnico-Racial do Ministério das Relações Exteriores, conforme divulgação interna entre colegas.
A exoneração ocorreu após Medeiros ter sido desclassificada na banca de cotas do concurso para diplomata em 2023. Ela recorreu à Justiça para tomar posse, mas o recurso foi rejeitado e a servidora perdeu o emprego público. A decisão ocorreu em contexto de ações administrativas ligadas a políticas de diversidade.
O Comitê Étnico-Racial é um colegiado consultivo dentro do Sistema de Promoção de Diversidade e Inclusão do MRE, criado em 2023. O grupo tem foco em propor e acompanhar iniciativas relacionadas a diversidade e inclusão, sob a coordenação da Comissão de Promoção de Diversidade e Inclusão.
Composição e funcionamento do comitê
Segundo o boletim interno que repercutiu o resultado da eleição, houve chapa única de candidatos. Os membros eleitos exercem o cargo por dois anos, com mandato de 2026 a 2028, atuando de forma pessoal.
A participação de Medeiros no comitê, antes de sua exoneração, incluiu a nomeação recebida dos colegas para integrar o colegiado. O ministério não informou novas nomeações ou possíveis substituições até o momento.
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