- A Environmental Services Association (ESA) propõe cobrar depósito de até £5 na compra de vapes descartáveis para incentivar o descarte adequado.
- A medida surge após a proibição dos vapes descartáveis, ocorrida há um ano, devido aos incêndios que eles causam em caminhões de lixo.
- A ESA afirma que a reciclagem de vapes continua subótima e que o depósito seria uma solução simples, justa, eficiente e sem custo adicional para o sistema.
- Biffa sugeriu £5 como valor, sujeito a consulta; críticos dizem que o depósito pode estimular compras em varejistas ilícitos que não cobram o depósito.
- O governo não respondeu diretamente; autoridades locais pedem ações de enforcement e fechamento de brechas com vapes reutilizáveis, enquanto dados da Material Focus indicam queda de vapes descartados de 8,2 milhões para cerca de 6 milhões por semana.
Poucos dias após o primeiro aniversário da proibição de vapes descartáveis, empresas de gestão de resíduos defendem a adoção de um depósito de até £5 na compra. A ideia visa incentivar o descarte correto, reduzindo incêndios com lixo domiciliar.
Segundo o Environmental Services Association (ESA), a reciclagem de vapes não avançou como o esperado, e o depósito seria simples, justo e sem custo para o sistema. O objetivo é tornar o descarte mais frequente e responsável.
O depósito retornaria ao consumidor quando o vapo fosse descartado adequadamente. Atualmente, os dispositivos podem ser devolvidos às lojas ou a instalações de reciclagem, mas muitos consumidores ainda jogam no lixo comum.
Proposta e justificativa
Biffa, maior empresa de resíduos do país, sugeriu £5 como referência inicial, sujeita a consulta pública caso avance o tema. A entidade afirma que a prática reduziria a deposição indevida.
Patrick Brighty, chefe de política de reciclagem do ESA, ressalta que, mesmo com a proibição, centenas de milhares de vapes são descartados ao acaso a cada semana, aumentando o risco de incêndio e prejudicando a reciclagem dos metais.
A queda no volume de descarte semanal desde a proibição é modesta, saindo de 8,2 milhões para cerca de 6 milhões, segundo a organização Material Focus. Vapes reutilizáveis já surgem como alternativa.
Debate e perspectivas
A Local Government Association (LGA) tem pedido fiscalização mais rígida e o banimento de modelos reutilizáveis com formatos semelhantes aos descartáveis, para evitar atalhos regulatórios. A presidente da comissão de saúde, Wendy Taylor, aponta que o segundo ano da proibição deve ampliar a fiscalização.
Marcus Saxton, presidente da Independent British Vape Trade Association, reconhece avanços, mas adverte que o depósito pode incentivar compras em varejistas ilícitos que não repassariam o valor, ampliando problemas de conformidade.
Alguns fabricantes e varejistas de vape temem que o depósito estimule o comércio irregular e dificultaria a rastreabilidade de produtos, prejudicando consumidores que compram de forma legal.
Perspectivas oficiais
O Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Ruralidade (Defra) não respondeu diretamente sobre o depósito reembolsável. A secretária do Meio Ambiente, Emma Reynolds, informou que o governo atua para reduzir danos dos vapes descartáveis e manter varejistas responsáveis pelo uso de pontos de reciclagem.
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