- A designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pelos Estados Unidos foi apresentada como risco à soberania brasileira e pode dificultar investimentos estrangeiros.
- O alerta foi feito pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski (STF e Justiça e Segurança Pública) durante o Fórum de Lisboa 2026.
- Lewandowski afirmou que a classificação gera restrições para empresas atuando no Brasil e exige mecanismos de compliance e controles administrativos e contábeis.
- O painel também contou com outras figuras públicas e abordou temas como pacto federativo, governança democrática e sustentabilidade fiscal.
- Em meio ao debate, Lewandowski defendeu a necessidade de uma reforma do modelo de governo brasileiro, defendendo o semipresidencialismo para reduzir a paralisação institucional entre poderes.
A designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pelos Estados Unidos pode impactar a soberania do Brasil e dificultar a entrada de investimentos estrangeiros, avalia o ex-ministro Ricardo Lewandowski. Ele fez a afirmação durante o Fórum de Lisboa 2026, em Lisboa, em painel promovido pelo IDP.
Lewandowski ressaltou que a classificação americana tende a gerar uma cadeia de restrições para empresas que atuam no Brasil, nacionais ou estrangeiras. Segundo ele, as organizações assim classificadas exigem mecanismos de compliance e controles contábeis para se proteger de sanções.
O painel contou ainda com ex-presidentes, governadores e líderes partidários, discutindo temas como pacto federativo, governança democrática e sustentabilidade fiscal. A moderação ficou a cargo de Vital do Rêgo Filho, presidente do TCU.
Semipresidencialismo como saída
No debate seguinte, Lewandowski defendeu a adoção gradual do semipresidencialismo no Brasil. Ele argumentou que a gestão moderna exige dividir funções entre chefe de governo e chefe de Estado para evitar concentração de poder.
O ex-ministro afirmou que, na prática, a complexidade da administração pública atual torna inviável um único cargo acumular as duas funções. Ele citou experiências de gestão para defender mudanças no modelo de governança.
Ainda segundo Lewandowski, esse caminho pode reduzir a paralisia institucional causada por atritos entre os poderes. Ele mencionou a necessidade de criar novas funcionalidades institucionais para o equilíbrio entre Legislativo, Executivo e Judiciário.
Entre na conversa da comunidade