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Flávio Bolsonaro afirma que operação sobre Dark Horse não envolve o filme

Operação da Polícia Civil em São Paulo apura desvio de recursos públicos para a produção de Dark Horse, envolvendo a produtora e a secretaria

Flávio Bolsonaro em lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro ao Governo do Paraná, em Curitiba
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  • A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta segunda-feira, operação na sede da Go UP Entertainment, produtora de Dark Horse, na casa da proprietária Karina Ferreira da Gama, além da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e do Instituto Conhecer Brasil (ICB).
  • A investigação envolve contrato entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo para fornecimento de Wi‑Fi gratuito, avaliado em 108 milhões de reais.
  • A linha de apuração aponta irregularidades no procedimento licitatório, pagamentos sem prestação de serviço e possível desvio de verbas públicas para a produção do filme.
  • O delegado à frente do caso afirmou haver consistentes suspeitas de confusão patrimonial entre o instituto e a produtora, com recursos do programa Wi‑Fi Livre SP sendo usados para custear o filme.
  • O senador Flávio Bolsonaro disse que não há relação entre a operação e o filme Dark Horse.

O caso envolve uma operação da Polícia Civil de São Paulo na sede da Go UP Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A ação ocorreu nesta segunda-feira, 1º de junho, e também atingiu a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama. A investigação foi autorizada pela Vara de Garantias do TJ-SP.

O mandado decorre de apuração sobre um contrato entre o ICB e a gestão municipal de São Paulo para a oferta de Wi-Fi gratuito. A polícia apura indícios de irregularidades em licitação, suposto frustração do caráter competitivo, fraude na execução do contrato e uso irregular de verbas públicas. Há suspeita de desvio de recursos para a produção do filme.

Segundo o inquérito, o instituto de Karina foi contratado de forma irregular por valor superior ao praticado e com pagamentos sem a devida prestação de serviço. A polícia aponta que parte dos recursos desviados poderia ter sido destinada à produção de Dark Horse, com uso das contas de empresas subcontratadas e de organizações sociais ligadas à investigada.

Declaração de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ, afirmou que a operação não tem relação com o filme. Ele comunicou rapidamente aos jornalistas ao chegar a um evento no Rio de Janeiro, destacando que não havia ligação entre a ação policial e Dark Horse.

Flávio Bolsonaro participou, pela manhã, de um evento do projeto Prisma-RJ em parceria com pesquisadores da Coppe/UFRJ, em que se discutiu a implantação da linha 3 do metrô no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa contou com emenda parlamentar destinada pelo senador.

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