- O ministro Gilmar Mendes alertou sobre o mau uso da inteligência artificial e a possível influência de IA nas eleições, comentando que o TSE precisa estar preparado para o desafio.
- Ele disse que é preciso haver controle e que, nas eleições, haverá uso e abuso de IA, destacando que tecnologia e regulação não avançam na mesma velocidade.
- Mendes afirmou que a regulação chega “um pouco a destempo”, mas que o Brasil tem avançado e dialoga com as big techs para criar um estatuto adequado de regulação.
- O decano do Supremo ressaltou a defesa da democracia e da soberania, citando debates sobre redes sociais e a Magnitsky, e disse que há esforço para preservar esse debate em nível elevado.
- O 14º Fórum de Lisboa, com o tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania”, ocorre de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa, com participação de figuras públicas nacionais e internacionais.
Gilmar Mendes, ministro do Supremo, voltou a alertar sobre o uso da inteligência artificial nas eleições, ao falar nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, durante o 14º Fórum de Lisboa. Ele afirmou que o Brasil precisa estar preparado para enfrentar impactos do mau uso da IA e potencial influência no pleito.
O decano do STF destacou que a regulação avança mais lentamente que a tecnologia. Segundo ele, o Brasil é referência na regulação das redes, mas ainda há espaço para melhorias na legislação voltada ao ambiente eleitoral e às big techs. O objetivo é manter o debate em alto nível.
Mendes reforçou a necessidade de controle e de respostas rápidas do Judiciário e do TSE para o cenário eleitoral. Ele mencionou a Magnitsky e redes sociais como exemplos de temas que exigem atuação institucional firme para defender a soberania nacional.
O ministro comentou ainda sobre a indicação de Jorge Messias ao STF, afirmando que a rejeição foi política, não técnica, e que a análise deve seguir critérios institucionais. O comentário ocorre em meio a discussões entre governo e Senado sobre o tema.
Contexto do Fórum
O 14º Fórum de Lisboa discute a nova ordem internacional, tecnologia e soberania, com debates entre 1º e 3 de junho na Universidade de Lisboa. O evento reúne especialistas nacionais e internacionais, além de representantes de mercados e governos.
Participantes e relevância do encontro
Entre os convidados estão Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do BNDES. A edição deste ano traz menos integrantes de órgãos brasileiros do poder público, mas registra recorde de palestrantes internacionais.
A cerimônia de abertura recebeu o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, reconhecendo a importância do fórum para Portugal, Brasil e a comunidade internacional. A chancela simboliza prestígio institucional, sem suporte financeiro direto ao evento.
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