- O governo monitora o risco de El Niño forte na segunda metade do ano, com reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente e meteorologistas a cada 45 dias.
- Sala de situação e o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais mantêm discussões sobre possíveis recursos extraordinários em caso de eventos climáticos.
- A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, aprovada em 2024, define coordenação federal para prevenção e combate a incêndios florestais.
- Em dois mil e vinte e quatro foram registrados mil duzentos e cinquenta mega incêndios, com quatro mil e quatrocentos e cinquenta brigadistas federais ativos em seis polos críticos (Pantanal, Amazônia e Cerrado).
- Recursos já foram destinados: quatrocentos milhões de reais do Fundo Amazônia para bombeiros nos nove estados amazônicos e cento e cinquenta milhões para Pantanal e Cerrado; além de trinta milhões para municípios críticos e a expectativa de assinatura de decreto para facilitar repasses do Fundo Nacional de Meio Ambiente.
O governo avança com um plano nacional para enfrentar incêndios florestais em meio a previsões de El Niño mais intenso na segunda metade do ano. Reuniões com meteorologistas, a cada 45 dias, ajudam a avaliar o risco de fogo no país, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.
A sala de situação, integrada por Fazenda, Saúde e Casa Civil, foi acionada para discutir cenários que exijam uso de recursos extraordinários. Paralelamente, o Cemaden realiza encontros mensais para monitorar desastres naturais e orientações de combate.
A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, aprovada em 2024, consolida a coordenação entre os entes federados. O objetivo é articular ações de prevenção e combate frente à crise climática, especialmente com a projeção de El Niño entre forte e extra-forte.
Em 2024, o Brasil registrou cerca de 1.250 mega incêndios, segundo o secretário André Lima. Quase 4,5 mil brigadistas federais atuam em seis polos críticos: Pantanal, Amazônia (três) e Cerrado (dois). Aeroambos, helicópteros e caminhonetes estão entre os recursos.
O secretário ressalta que reduzir o desmatamento é essencial, mas não basta se os incêndios não puderem ser contidos. Mudanças climáticas elevam a necessidade de manter fogo sob controle, para evitar que áreas já degradadas sejam novamente atingidas.
Recursos já estão sendo destinados. O Fundo Amazônia destinou 400 milhões de reais a corporações de bombeiros de nove estados amazônicos, para equipamentos, EPIs, drones e caminhões-pipa. Outros 150 milhões vão a estados do Pantanal e Cerrado.
A Política de Manejo Integrado do Fogo prevê responsabilidade compartilhada entre União, estados e municípios. Mesa de governança aponta que os estados cuidam de ações de prevenção e controle em áreas sob sua jurisdição, como terras indígenas e parques nacionais, somando cerca de 45% da Amazônia.
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