- O Irã disse que não poderá participar da Copa do Mundo de 2026, citando ataques dos Estados Unidos e a morte do aiatolá Ali Khamenei.
- O país já estava classificado e faria três jogos na fase de grupos, com confrontos previstos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito, todos nos Estados Unidos.
- A FIFA acompanha a situação e não descarta a substituição da associação participante, caso o Irã desista.
- Em hipótese de substituição, possíveis substitutos da AFC seriam o Iraque ou os Emirados Árabes Unidos.
- O contexto envolve tensões políticas no Golfo Pérsico e preocupações sobre segurança e politização da Copa do Mundo.
O Irã afirmou que não poderá participar da Copa do Mundo de 2026, em hipótese alguma, em razão dos ataques dos EUA e da morte do líder supremo Ali Khamenei. O ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali, declarou à televisão estatal que o regime iraniano não garante a segurança de atletas e dirigentes, citando ações militares recentes. A declaração ocorre enquanto o Irã já está classificado para a competição, que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá.
Os Estados Unidos serão um dos três países anfitriões da edição de 2026. O Irã figura entre as seleções classificadas para o torneio, com jogos previstos nos Estados Unidos, incluindo confrontos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito em diferentes estádios. A tensão entre os dois países se intensificou após ataques no Golfo Pérsico, no final de fevereiro, em uma operação conjunta com Israel.
A Fifa acompanha o desenrolar dos acontecimentos, mantendo a promessa de realizar a competição com segurança e participação de todas as seleções, conforme declaração do secretário-geral Mattias Grafström. Caso haja desistência ou exclusão de uma equipe, a federação pode tomar ações, inclusive substituir a associação participante.
Implicações e cenários
Analistas destacam que o conflito atual coloca a Copa em um cenário de alta politização, com impactos potenciais na logística, segurança e na organização do evento. Especialistas lembram que o Irã já havia enfrentado dificuldades de vistos para participações anteriores e que a substituição da equipe ainda dependeria de critérios da Fifa e de vaga disponível.
A possibilidade de substituição pela AFC levanta opções como Iraque ou Emirados Árabes, caso a repescagem intercontinental selecione uma nova vaga para a região. Observadores ressaltam que o ambiente político pode aumentar tensões em estádios e áreas de treino, especialmente em cidades-sede como Los Angeles e Seattle.
Outro ponto em foco envolve a relação entre a Fifa e autoridades americanas, com críticas sobre alinhamentos políticos do órgão. A entidade reforça sua posição de neutralidade, enquanto o debate sobre a responsabilidade de organismos esportivos em contextos geopolíticos permanece aberto entre especialistas e parlamentares.
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