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Mendonça acelera ações sobre Master e INSS diante de pressão e risco no STF

Mendonça intensifica investigações do Master e do INSS, avança fases e busca blindar casos ante pressão política e risco de nulidades no STF

André Mendonça na Segunda Turma do STF, onde recursos contra suas decisões podem ser julgados por Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • Mendonça acelerou as investigações do Master, autorizando seis fases da Operação Compliance Zero desde fevereiro, com 14 prisões preventivas, 61 buscas e bloqueios superiores a R$ 22 bilhões, em sete estados e no Distrito Federal.
  • Em maio, houve quatro fases targeting o senador Ciro Nogueira, o ex-governador Cláudio Castro, o pai de Daniel Vorcaro e um grupo ligado a hackers, além de uma apuração sobre o contrato de 129 milhões de reais do Master com o escritório da família do ministro Alexandre de Moraes; no INSS, nova fase da Operação Sem Desconto incluiu 31 ordens de busca e apreensão e bloqueio de bens de várias entidades.
  • Mendonça atua para evitar que as investigações sejam anuladas por artifícios jurídicos, mantendo discrição e buscando apoio de colegas no STF e estreitando, ao mesmo tempo, a relação com a Polícia Federal.
  • No STF, há pressões de colegas como Gilmar Mendes, que criticou decisões de Mendonça e chegou a pedir vista em votos, alimentando tensão entre integrantes da Corte sobre o andamento das ações.
  • Fora do STF, surgem dilemas sobre delação de Vorcaro e ações da PF, incluindo mudanças na organização da investigação do INSS e a possibilidade de abrir novo inquérito, com debates sobre manter as apurações sob a condução de Mendonça ou distribuí-las.

O ministro André Mendonça acelerou, nas últimas semanas, as operações contra os casos de corrupção que envolvem o Banco Master e o INSS. As ações ganharam ritmo com deflagrações de novas fases da Operação Compliance Zero e da Operação Sem Desconto, atingindo políticos, empresários e entidades suspeitas de desvio de recursos.

A atuação ocorre em meio a pressões dentro e fora do STF para conter investigações que atingem Brasília. Mendonça ordenou medidas com discrição, buscando manter a responsabilidade das ações e evitar nulidades processuais. A estratégia inclui fortalecer o uso de informações sigilosas e proteger as apurações de vazamentos.

Desde fevereiro, quando assumiu a relatoria do caso Master, Mendonça autorizou seis fases da Compliance Zero. Foram 14 prisões preventivas, 61 buscas e apreensões, bloqueios superiores a R$ 22 bilhões e diligências em sete estados e no Distrito Federal.

Em maio, ocorreram quatro fases da operação, com alvos como Ciro Nogueira, presidente do PP, Cláudio Castro, ex-governador do RJ, além de familiares e um grupo ligado a hackers e informantes. Também houve diligência relacionada a um perito suspeito de vazar contrato de R$ 129 milhões com escritório ligado à família do ministro Alexandre de Moraes.

No INSS, Mendonça autorizou, no último dia 27, nova fase da Sem Desconto, abrangendo DF, Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Ao todo, foram 31 ordens de busca e apreensão, bloqueio de bens de quatro entidades e monitoramento eletrônico de oito investigados.

Acompanhando as investigações, Mendonça busca equilíbrios para evitar que os casos sejam anulados por questões jurídicas. Ele atua junto a colegas próximos para sustentar as medidas, ao mesmo tempo em que ajusta decisões para reduzir críticas internas.

Fora do STF, o ministro estreitou relações com as equipes da Polícia Federal, buscando evitar vazamentos e impedir manobras administrativas que protejam investigados. Também analisa estratégias de advogados para orientar eventuais delações premiadas.

Pressões no STF e no âmbito policial

Sinais de risco surgiram em março, quando Gilmar Mendes apontou críticas à Compliance Zero e questionou fundamentos de medidas de Mendonça. O decano defendeu a cautela para evitar abusos, citando casos anteriores da Lava Jato.

Em abril, Mendes criticou o vazamento de conversas privadas de Vorcaro, o que provocou críticas internas a Mendonça pela divulgação à CPMI do INSS. Medidas corretivas de Mendonça vieram em maio, com ajustes na justificativa de prisões.

No âmbito do Master, a perspectiva de delação premiada de Vorcaro ganhou contornos complexos, com resistência da PF a homologar acordo. A defesa mudou de rumo, transferindo negociações para a PGR.

O episódio envolve ainda a relação de Vorcaro com famílias de autoridades, levando Gilmar Mendes a defender a limitação do escopo do caso à esfera financeira. A PF analisa se novas frentes de apuração devem ganhar desdobramento próprio.

Persistem tensões sobre a condução das investigações, com rumores de que medidas adotadas por Mendonça podem ser revisadas por instâncias superiores ou em deliberações futuras. A defesa de Vorcaro e operadores do Direito acompanham esses movimentos com atenção.

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