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Sistema eleitoral brasileiro perde confiança e alerta para 2026, segundo The Economist

Economist aponta perda de confiança no sistema eleitoral eletrônico do Brasil, com 32% confiando e 61% suspeitando de fraude em 2024, elevando alerta para 2026

Urna eletrônica — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • The Economist apresenta o Brasil como o único país com eleições inteiramente eletrônicas, mas aponta queda de confiança impulsionada por críticas da direita e desinformação online.
  • Segundo estudo citado, a confiança caiu de 45% em 2009 para 32% em 2024, e a crença de fraude subiu de 47% para 61%.
  • Em 2024, 43% dos entrevistados disseram não confiar nas urnas; em 2022, esse número era 22%.
  • A reportagem aponta que a rejeição às urnas se tornou discurso comum entre a direita, com contestação de resultados em 2014, 2018 e 2022, elevando o risco de alegação de fraude em pleitos futuros.
  • O TSE mantém ações de transparência, como eventos públicos para testar vulnerabilidades, mas hay críticas sobre a relação com o STF e referências ao histórico de falhas, como o piloto de impressoras em 2002.

O Brasil é o único país do mundo a realizar eleições inteiramente por meio de urnas eletrônicas de alta tecnologia. A confiança no sistema tem recuado, gerando um alerta para as eleições de 2026, diz a revista The Economist.

A publicação aponta que a desconfiança tem sido alimentada pela polarização e pela desinformação online, não por fraudes comprovadas. Dados citados mostram queda relevante na percepção de integridade do voto ao longo de circulação de 2009 a 2024.

A pesquisa citada com frequência pela Economist revela que, em 2009, 45% dos brasileiros viam as eleições como limpas, contra 47% que as classificavam como fraudulentas. Em 2024, apenas 32% confiavam, e 61% suspeitavam de fraude. Outro levantamento aponta desconfiança maior: 43% dizem duvidar das urnas, frente a 22% em 2022.

Mudança de percepção e influências

A matéria destaca que parte da direita brasileira adotou o discurso crítico às urnas, especialmente nas redes sociais, com candidatos contestando resultados de 2014, 2018 e 2022. A possibilidade de novo questionamento em 2026 é mencionada como risco potencial.

Para a The Economist, ataques em 2022 contra as urnas, durante a tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro, sinalizam um movimento de declínio global da confiança em sistemas de votação. A reportagem cita ainda o filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro, que, em 2024, sinalizou em evento conservador que poderia haver vitória caso as eleições fossem livres e justas.

Sistema, funcionamento e debates sobre auditoria

A revista descreve que o Brasil adotou o sistema eletrônico para evitar fraudes generalizadas, citando casos históricos de cédulas manipuladas e listas com eleitores mortos. O TSE é destacado por promover eventos públicos onde cidadãos podem testar vulnerabilidades e propor correções caso haja falhas.

Entretanto, a reportagem aponta que a confiança nos tribunais nacionais tem caído e que a sobreposição entre o TSE e o STF pode gerar desconfiança entre parcela da população, lembrando a atuação do ministro Alexandre de Moraes nas eleições de 2022 e no julgamento de tentativas de golpe.

Possíveis caminhos e críticas técnicas

A Economist cita propostas para aumentar a auditabilidade, como a combinação de urnas com comprovantes em papel além da apuração eletrônica. O texto compara esse debate com modelos adotados por países como a Índia.

O artigo também relembra um piloto de 2002 do TSE com impressoras acopladas às urnas. As falhas técnicas mostraram limitações operacionais, com intervenção humana necessária para consertos e preocupações sobre atrasos na apuração, além de riscos ao sigilo do voto.

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