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STF marca julgamento de recursos sobre ampliação de responsabilidades das techs

STF fixa para 10 de junho julgamento de recursos sobre ampliação de responsabilidades das big techs, após decretos do governo regulamentarem a decisão

Sessão do STF ao retomar discussão sobre a constitucionalidade de trechos do Marco Civil da Internet
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  • STF marcou para 10 de junho o julgamento de recursos contra a decisão que ampliou as responsabilidades das big techs no Marco Civil da Internet.
  • Os embargos de declaração serão analisados, com a expectativa de que não haja grandes alterações no que já foi decidido.
  • Em maio, o governo publicou dois decretos regulamentando obrigações das redes sociais e definiu a ANPD como responsável pela fiscalização.
  • O relator Dias Toffoli havia marcado, inicialmente, o início da análise para 29 de maio em plenário virtual, mas pediu a inclusão no plenário físico sob Fachin.
  • CGI.br e Câmara-e.net manifestaram preocupações sobre insegurança jurídica, enquanto entidades destacam a importância de regulamentar o cumprimento das obrigações.

O STF marcou para 10 de junho o julgamento de recursos contra a decisão que ampliou as responsabilidades das big techs. Edson Fachin, presidente da corte, pautou o tema no plenário, envolvendo empresas e organizações da sociedade civil. O objetivo é analisar embargos de declaração, usados quando há obscuridade, imprecisão, contradição ou omissão na decisão.

A ação ocorreu após o governo publicar decretos que regulamentam pontos da decisão do STF sobre o Marco Civil da Internet. Os decretos delegaram à ANPD a fiscalização das plataformas, com prazo de 60 dias para entrar em vigor a contar de 21 de maio. O cenário envolve disputas entre governo, mercado e sociedade civil.

Contexto dos decretos

O governo afirmou que a regulação busca operacionalizar as obrigações definidas pelo STF, com atuação de órgãos vinculados à Justiça e à proteção de dados. O relator da ação, Dias Toffoli, inicialmente marcou a análise para plenário virtual, mas solicitou a inclusão no plenário físico, a depender de Fachin.

Posicionamentos do setor

Empresas argumentam que as novas regras aumentam a insegurança jurídica e prejudicam a previsibilidade regulatória. O CGI.br reconheceu a iniciativa como relevante para a implementação das decisões do STF, indicando possibilidade de ajustes nos decretos conforme o julgamento.

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