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Temer diz que é difícil romper a polarização nas eleições

Temer admite desafio de romper a polarização nas eleições de 2026, aponta possível terceira via e defende pacto republicano já no início do próximo mandato

“Não se sabe o que vai acontecer, a pesquisa de hoje não é a pesquisa de amanhã”
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  • O ex-presidente Michel Temer afirmou que romper a polarização nas eleições de 2026 não é fácil, mas não é improvável.
  • Ele disse que ainda há tempo para mudanças até meados de julho, quando começam as campanhas, e que pode surgir uma terceira via ou outra opção.
  • Temer defendeu que, já no início do próximo mandato, o eleito convoque Judiciário, Legislativo e oposição para um pacto republicano, com propostas claras.
  • Sobre a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, ele disse que não afeta a soberania brasileira e que Brasil e EUA devem cooperar para enfrentar o crime organizado, sem intervenção.
  • No 14º Fórum de Lisboa, que ocorre de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa, há recorde de participantes estrangeiros e a presença de nomes como Gabriel Galípolo, Magda Chambriard e Aloízio Mercadante; entre os empresários confirmados estão André Esteves, Luiza Trajano e Fábio Chilo.

Michel Temer disse nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, que não é fácil romper a polarização nas eleições de 2026 entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas não é improvável. O ex-presidente afirmou em Lisboa, durante o 14º Fórum de Lisboa, que ainda há tempo para mudanças antes das campanhas começarem em meados de julho. Ele destacou a necessidade de projetos apresentados pelos candidatos.

Temer reforçou que o rompimento da polarização pode ocorrer por meio de uma terceira via ou de outra via, sem apontar caminhos definidos. O ex-presidente disse ter conversado com pré-candidatos e sugeriu que, no início do próximo mandato, o eleito convoque Judiciário, Legislativo e oposição para um pacto republicano. A finalidade seria reduzir o mal-estar no país.

PCC e CV

Temer avaliou que a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas não afeta a soberania do Brasil. Defendeu cooperação entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado, desde que não haja intervenção nas questões internas brasileiras.

14º Fórum de Lisboa

O Fórum, que ocorre de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa, tem como tema a nova ordem internacional, tecnologia e soberania. Participam nomes como Gabriel Galípolo, Magda Chambriard e Aloízio Mercadante. O número de participantes no evento atingiu recorde de 450.

Eventos paralelos e convidados

Entre os participantes estão representantes de empresas privadas que promovem reuniões privadas com operadores do direito. O formato tem gerado críticas, cabendo aos organizadores explicar a finalidade dos encontros.

Entre os empresários confirmados estão Andre Esteves, Fábio Chilo, Luiza Trajano, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Ricardo Faria, Fábio Gaspar, Eduardo Lopes, Anderson Baranov e Eduardo Sattamini.

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