- O nono dia do júri do caso Henry Borel será dedicado ao interrogatório dos réus Monique Medeiros e Jairinho (Jairo Souza Santos Júnior).
- Uma liminar determinou que Jairinho seja ouvido após Monique, para assegurar a plena defesa.
- Henry Borel morreu em oito de março de dois mil e vinte e um, de laceração hepática e hemorragia interna; ele foi levado desacordado ao hospital pelas duas pessoas.
- Peritos apontaram que as vinte e três lesões encontradas no corpo da criança eram incompatíveis com acidente doméstico.
- A babá do menino relatou episódios de agressões e disse ter sido orientada a falar que os pais viviam em harmonia, além de ter sido instruída a apagar conversas com Monique.
O júri do caso Henry Borel chega ao 9º dia e entra em fase decisiva com o interrogatório dos réus Monique Medeiros e Jairinho. O juiz manteve a ordem de ouvir primeiro a mãe, depois o ex-vereador, conforme liminar obtida pela defesa de Jairinho. O crime envolve homicídio qualificado.
Monique Medeiros e Jairinho respondem pela morte de Henry, ocorrida em 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. A criança foi levada ao hospital já sem vida, após apresentar lacerações graves e hemorragia interna. A polícia investiga a dinâmica do episódio.
Mais de 20 testemunhas já depuseram nas últimas semanas. Peritos contaram 23 lesões no corpo de Henry, incompatíveis com acidente doméstico. A acusação sustenta violência reiterada, enquanto a defesa sustenta a necessidade de defesa plena.
A delegacia que apura o caso aponta que o casal tentou montar uma farsa durante as investigações. O delegado afirmou ainda que houve violência contra Henry em ao menos dois episódios envolvendo o padrasto. A mãe é apontada com omissão de proteção.
Entre depoimentos, a babá Thayná Oliveira tratou de esclarecer contradições de versões anteriores e relatou episódios que levaram a suspeitas de agressões. Ela descreveu mensagens e encontros após a chegada da mãe ao hospital.
Relatos de ex-namoradas de Jairinho também apareceram no júri, citando histórico de agressões. Em um caso, a filha de uma delas relatou ter sofrido violência na infância, destacando um padrão de conduta.
O júri deve decidir, ao final, se há condenação ou absolvição do casal. O caso continua com a fase de debates entre acusação e defesa, seguindo a linha da prova apresentada até aqui.
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