- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a proposta dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros, por meio do Pix, é “completamente injusta”.
- Ele destacou que o Pix é patrimônio nacional e tecnologia a serviço da sociedade e da economia, sem custos para empresas e população.
- Alckmin disse que o governo brasileiro está aberto à discussão sobre big techs e que empresas nacionais e estrangeiras recebem tratamento igual no Brasil.
- Sobre o Mercosul com a Índia e o México, o vice-presidente afirmou que não há restrições a compras de produtos ou empresas americanas.
- O USTR sustenta que o Brasil concede tratamento tarifário preferencial a diversos setores dos México e Índia; Alckmin citou leis anticorrupção e medidas de redução do desmatamento como pontos do Brasil.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo brasileiro considera a proposta dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros devido ao Pix como plenamente injusta. A declaração ocorreu nesta terça-feira (2/6).
Segundo Alckmin, o Pix é um patrimônio nacional e uma conquista do povo brasileiro, com tecnologia a serviço da sociedade e da economia sem custo para empresas e população. Ele disse que o governo está aberto a discutir a atuação das big techs, mantendo tratamento equitativo entre empresas nacionais e estrangeiras.
Uma das justificativas norte-americanas para a eventual taxação seria a alegação de favorecimento ao modelo de pagamento brasileiro. O vice-presidente reiterou que não há restrição a compras de produtos ou empresas dos EUA.
Sobre o acordo do Mercosul com Índia e México, Alckmin afirmou que não há implicações para o comércio com os Estados Unidos. Ele destacou entendimentos sobre linhas tarifárias de preferência que não afetam empresas ou produtos norte-americanos.
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) aponta que o Brasil concede tratamento tarifário preferencial a centenas de produtos mexicanos e indianos em setores como agricultura, veículos, autopeças e mineração. Alckmin comentou sobre o tema sem entrar em detalhes.
Quem participa do governo brasileiro foi citado quanto à aplicação de leis anticorrupção e a redução do desmatamento, pontos mencionados pelo documento do USTR. Alckmin reforçou o compromisso com normas internas.
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