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Brasil classifica nova taxação dos EUA como sabotagem política

Governo classifica taxação dos EUA como sabotagem e avalia medidas para evitar impacto sobre produtos brasileiros, mantendo diálogo com o setor privado

Governo brasileiro classifica nova taxação dos EUA como 'sabotagem política'
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  • Governo classifica nova taxação dos Estados Unidos como sabotagem política e estuda medidas para que a cobrança não seja aplicada aos produtos brasileiros.
  • O ministro da Fazenda garante que o pix não está na mesa de negociação; ministro Márcio Elias Rosa afirma que a taxação pode atingir até 21% do que o Brasil exporta aos EUA.
  • O vice-presidente Geraldo Alckmin disse que o governo recebeu com indignação o relatório americano e buscará o diálogo.
  • Os Estados Unidos são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil; em 2025 houve superávit americano de mais de US$ 40 bilhões em bens e serviços.
  • O governo diz que as negociações contarão com a participação do setor privado; o Planalto também defende o combate ao desmatamento e a meta de zerar o desmatamento até 2030, com menor índice em sete anos.

O governo brasileiro classificou a nova taxação dos Estados Unidos como sabotagem política e anunciou que avalia medidas para evitar que essa taxação incida sobre produtos nacionais. A defesa conjunta envolveu diversas lideranças do governo, que destacaram apoio ao Pix, sistema de pagamentos brasileiro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o relatório americano causou indignação no Palácio do Planalto, mas que o Brasil busca o caminho do diálogo. O ministro da Fazenda afirmou que o Pix não está na mesa de negociação, afastando a possibilidade de incluir o sistema nas tratativas.

O ministro Márcio Elias Rosa, da Pasta da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, informou que a taxação pode afetar até 21% do que o Brasil exporta aos Estados Unidos, conforme o documento citado. Os EUA figuram como terceiro maior parceiro comercial do Brasil.

Em 2025, o superávit brasileiro com os Estados Unidos ficou acima de US$ 40 bilhões em bens e serviços, segundo balanços oficiais. O governo informou que as negociações contarão com a participação do setor privado para defender a economia nacional.

Em nota, o Planalto classificou como lastimável o distanciamento entre o esforço de diálogo do governo e a percepção pública, acrescentando que não há justificativa para medidas unilaterais contra o país ou contra patrimônios como o Pix.

A mesma posição foi defendida com foco no combate ao desmatamento, tema que o governo vincula ao diálogo com parceiros internacionais. O governo mantém a meta de zerar o desmatamento até 2030 e destacou que o desmatamento em seus seis biomas atingiu o menor nível em sete anos.

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