- Ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema culparam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela proposta de tarifa de 25% sobre parte das importações do Brasil, proposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
- O USTR concluiu uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 indicando que algumas práticas brasileiras prejudicariam o comércio dos EUA; há exceções para mercadorias consideradas como tarifas de segurança nacional.
- A medida precisa de ratificação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para entrar em vigor.
- Caiado afirmou que o Itamaraty, na gestão anterior, adotou viés ideológico e rompeu relações com os EUA, defendendo a soberania brasileira e a aproximação com o Ocidente.
- Lula reagiu, classificando a decisão como intempestiva e atribuindo parte da influência ao senador Flávio Bolsonaro, que pediu para o presidente americano não taxar o Brasil.
O que aconteceu: o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) propôs tarifas de 25% sobre parte das importações do Brasil, com exceção de mercadorias sujeitas a segurança nacional. A medida foi anunciada nesta terça-feira (2) e depende de aprovação do presidente americano.
Quem está envolvido: os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), pré-candidatos à Presidência, reagiram responsabilizando o governo Lula pela proposta. O presidente Jair Bolsonaro também é citado por entender que houve impacto político interno.
Quando e onde: o posicionamento dos ex-governadores foi feito durante a Megaleite, em Belo Horizonte, nesta terça-feira. A notícia envolve ainda a reação do governo brasileiro, representado pelo presidente Lula, em cerimônia pública.
Por que ocorreu: segundo Zema, a proposta reflete a “inoperância e incompetência” do governo Lula nas relações internacionais e aproxima o Brasil de governos autoritários. Caiado citou uma suposta mudança de alinhamento do Itamaraty e afirmou defender a soberania nacional.
Reação do Brasil e próximos passos
Lula fez ataques à decisão, classificando-a como intempestiva e baseada em informações que não correspondem à relação comercial entre Brasil e EUA. O presidente mencionou ainda a influência da visita de Flávio Bolsonaro aos EUA na semana anterior.
Em nota, o governo brasileiro sinalizou que manterá o diálogo com os Estados Unidos e reiterou a importância de preservar acordos comerciais. A decisão final depende de aprovação do presidente americano e de tramitação adequada no Congresso.
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