- A Comissão de Educação do Senado realizou audiência pública para debater o reconhecimento formal da profissão de gestor de frotas e o Dia Nacional do Gestor de Frotas, a ser celebrado em 22 de outubro, conforme o Projeto de Lei 5.383/2025.
- O autor da proposta, o senador Astronauta Marcos Pontes, disse que a data valoriza profissionais que gerenciam veículos e equipes, contribuindo para reduzir custos, a segurança viária e a mobilidade sustentável.
- Representantes afirmaram que a profissão não tem classificação própria na Classificação Brasileira de Ocupações, o que dificulta parâmetros salariais e fortalecimento da carreira; defenderam a criação de uma CBO específica e de um observatório nacional.
- Paulo Miguel Junior, vice-presidente do Conselho Gestor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, enfatizou a atuação do gestor na relação com motoristas, escalas, manutenção e processos operacionais.
- O advogado Samuel da Silva Antunes, da CNTTT, destacou a relevância da logística rodoviária para a economia, com 65% das cargas no modal rodoviário; Carlos Tudisco, do Parar, associou a gestão de frotas à prevenção de acidentes e à otimização de recursos.
Nesta terça-feira (2), a Comissão de Educação (CE) do Senado realizou audiência pública para debater o reconhecimento da profissão de gestor de frotas e o PL 5.383/2025, que institui o Dia Nacional do Gestor de Frotas, a ser comemorado em 22 de outubro. O objetivo é criar visibilidade para a atuação no planejamento da operação de veículos. A iniciativa permanece sujeita a tramitação.
O autor da proposta é o senador Marcos Pontes (PL-SP). Ele destacou que o Dia Nacional buscaria valorizar profissionais responsáveis pela gestão estratégica de frotas, contribuindo com redução de custos, segurança viária e mobilidade sustentável. Pontes ressaltou que a data representa apenas o primeiro passo para ampliar a visibilidade da função.
Valorização da profissão
Gleyson Oliveira Viri, representante do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo, afirmou que o setor reúne mais de 345 mil trabalhadores, mas não tem classificação própria na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), o que dificulta parâmetros salariais e o fortalecimento da carreira. A aprovação do projeto poderia estimular a criação de uma CBO específica, programas de qualificação e um observatório nacional.
Paulo Miguel Junior, vice-presidente do Conselho Gestor da Abla, lembrou que os profissionais atuam na relação com motoristas, na coordenação de escalas, na manutenção e em processos operacionais, destacando a diversidade de atribuições do cargo.
Desdobramentos e relevância logística
Samuel da Silva Antunes, advogado da CNTTT, enfatizou a importância da atividade para a logística nacional, lembrando que a maior parte da distribuição depende do transporte rodoviário. Dados citados apontam que 65% das cargas são realizadas pelo modal rodoviário.
Carlos Tudisco, diretor do Parar, associou a gestão de frotas à prevenção de acidentes, destacando que o Brasil registra mais de 30 mil mortes por ano nas vias. Ele argumentou que o planejamento adequado da operação pode aumentar a segurança e otimizar recursos como combustível e manutenção.
Fonte: Agência Senado
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