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Eventos extremos aceleram migração climática e revelam desigualdades urbanas

Eventos extremos aceleram migração climática no Brasil e elevam desigualdades urbanas, exigindo adaptação, prevenção de riscos e políticas públicas mais justas

O Rio Grande do Sul foi cenário de eventos climáticos intensos — Foto: Wirestock/Freepik
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  • Durante a Rio Nature & Climate Week, especialistas discutiram que mudanças climáticas e eventos extremos ampliam deslocamentos e desafiam cidades brasileiras, exigindo mais investimentos em adaptação e prevenção de riscos.
  • Débora Castiglione, oficial nacional da Organização Internacional para as Migrações, apontou enchentes no Rio Grande do Sul e em Pernambuco como exemplos de impactos à mobilidade humana, que vão além de situações emergenciais.
  • A pesquisadora destacou que Nordeste e Amazônia estão entre as regiões mais sensíveis à migração climática, segundo o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
  • A participação enfatizou que justiça climática precisa ser aplicada de forma prática nas políticas públicas, considerando renda, idade, território e condição migratória para respostas mais adequadas.
  • No painel, Tainá de Paula, ex-secretária municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio, afirmou que a agenda urbana avança para mecanismos de financiamento de adaptação e mitigação, com orçamentos climáticos, parques urbanos, reflorestamento e redução de ondas de calor, além de reforçar a importância de dados para orientar investimentos.

Nos painelistas da Rio Nature & Climate Week, o debate sobre migração climática destacou como eventos extremos aceleram deslocamentos no Brasil. A reunião ocorreu nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, com a participação de Débora Castiglione, representante da OIM, e Tainá de Paula, vereadora do Rio e ex-secretária municipal de Meio Ambiente e Clima. O foco foi compreender impactos e caminhos de adaptação.

Castiglione ressaltou que desastres recentes no Rio Grande do Sul e em Pernambuco elevam a mobilidade humana ligada ao clima. Ela apontou que os movimentos vão além de situações emergenciais e envolvem longos horizontes de planejamento. O Nordeste e a Amazônia aparecem entre as regiões mais sensíveis, segundo o IPCC.

A palestrante reforçou a necessidade de incorporar justiça climática às políticas públicas, destacando variações de impactos conforme renda, idade, território e condição migratória. A adaptação deve reduzir desigualdades preexistentes e atuar como prevenção a deslocamentos forçados, segundo a OIM.

Ações concretas

Tainá de Paula destacou uma nova etapa da agenda climática municipal, com foco em financiamento para adaptação e mitigação. Ela citou avanços do Rio, como orçamento climático, expansão de parques urbanos em áreas periféricas e programas de reflorestamento.

A ex-secretária também enfatizou a importância de dados para orientar investimentos e prioridades de políticas públicas. O objetivo é planejar de longo prazo e priorizar territórios que exigem maior acesso a recursos de adaptação climática.

A Rio Nature & Climate Week reúne mais de 100 organizações, governos, empresas, cientistas e sociedade civil para debater soluções ligadas ao clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

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