- Flávio Bolsonaro afirmou, sem provas, que o presidente Lula enviaria um “apito de cachorro” para facções o executarem, após defender a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
- Lula havia dito que os filhos de Jair Bolsonaro mereciam o mesmo destino do delator Tiradentes; o presidente corrigiu a versão sobre a execução de Tiradentes, reconhecendo que ele foi enforcado, e não Tiradentes.
- O senador informou que vai apresentar uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra Lula por incitação ao crime e ameaça.
- Flávio relatou, ainda durante a cerimônia em Belo Horizonte, ter pedido a Donald Trump que classificasse PCC e CV como organizações terroristas e enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo a proteção contra tarifas para o Brasil.
- A homenagem a Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte ocorreu sob protestos de movimentos sociais e torcidas organizadas; o ato ocorreu no mesmo dia em que Flávio participou de agenda política no estado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, sem provas, em Belo Horizonte, que Lula enviou um sinal velado para facções criminosas o executarem. A declaração ocorreu após Lula afirmar que os filhos de Jair Bolsonaro teriam o mesmo destino do delator Tiradentes, num contexto de debate sobre o uso de apoio estrangeiro.
Flávio disse que pretende apresentar denúncia ao STF na terça-feira, sustentando que a fala de Lula configura ameaça e incitação ao crime. O senador citou suposta associação entre o presidente e atos contra facções, e disse que o episódio envolve PCC e CV.
Durante a cerimônia em que recebeu a cidadania honorária de Belo Horizonte, Flávio afirmou que Lula não o fará ser morto pela enforcamento, repetindo críticas ao presidente e associando a fala a supostas ameaças à sua vida. Ele informou ter pedido ao governo americano que classifique PCC e CV como terroristas.
Contexto
O senador também mencionou uma viagem aos Estados Unidos e afirmou ter pedido a Donald Trump que classificasse as facções como terroristas. Segundo ele, o controle territorial dessas organizações caracteriza terrorismo aos olhos de terceiros.
Flávio criticou Lula por supostamente proteger integrantes dessas organizações, dizendo que o presidente se refere a eles como “nossos bandidos”. A fala ocorreu em meio a acusações políticas entre as famílias Bolsonaro e o atual governo.
Carta aos EUA e tarifas
Na manhã da terça, Flávio enviou uma carta ao secretário Marco Rubio solicitando que o Brasil seja poupado da nova rodada de tarifas dos EUA. O senador citou deterioração fiscal e econômica para sustentar a posição contrária às tarifas.
Pouco depois, o ex-presidente Donald Trump publicou foto com Flávio, após anúncio de tarifa ao Brasil. A pauta de tarifas é tema de ações no Congresso e de controvérsia entre apoiadores da dupla Bolsonaro.
Protestos e honraria
Movimentos sociais e torcidas organizadas protestaram contra Flávio em Belo Horizonte, com faixas questionando a conduta do senador. Em oposição, a Câmara Municipal concedeu a cidadania honorária ao congressista, após justificativa de apoio à bancada do partido na capital mineira.
A solenidade ocorreu sem votação aberta, conforme o regimento da casa. Flávio cumpre agenda no estado desde o início da semana, reforçando a atuação do seu grupo político local.
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