- Governo realiza reunião de emergência com o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros para definir a resposta à proposta de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre mercadorias brasileiras.
- O encontro ocorre após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos concluir a investigação sob a Seção 301 e sugerir as tarifas, com exceções previstas.
- O relatório americano cita políticas brasileiras consideradas irrazoáveis, incluindo Pix, comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção.
- Auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais duro, mas destacam a existência de várias exceções e a possibilidade de um acordo.
- A agenda busca alinhar a estratégia, com opções entre manter negociações via grupo de trabalho ou adotar medidas pela Lei da Reciprocidade Econômica; o prazo para conclusão é 15 de julho.
O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para discutir a resposta à proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O encontro envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Desenvolvimento, Márcio Elias, além de representantes do Itamaraty. O chanceler Mauro Vieira não participa, pois está em viagem ao exterior.
A medida decorre de uma investigação comercial iniciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O relatório recomenda tarifas de 25%, com exceções para várias categorias de produtos. A avaliação aponta políticas brasileiras como prejudiciais a empresas norte-americanas.
Segundo apurações oficiais, políticas citadas incluem temas ligados ao Pix, ao comércio digital, à propriedade intelectual, ao etanol, ao desmatamento e à corrupção. O governo brasileiro ainda não apresentou posição final sobre as hipóteses de sanção.
Integrantes da administração avaliaram a proposta como sem respaldo técnico sólido e classificaram parte dos argumentos americanos como incoerentes. Auxiliares do presidente Lula, porém, reconhecem que o resultado poderia ser ainda mais duro.
Para alinhar a estratégia, o governo discute manter negociações com Washington por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Donald Trump, em maio. Também há a possibilidade de ações com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Panorama do processo
O USTR abriu uma etapa de consulta pública antes da decisão final sobre as sanções. O parecer pode levar a ajustes ou à adoção de medidas. O prazo legal para a conclusão do processo termina em 15 de julho.
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