- Lula afirmou que Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos e pediu a Trump para intervir no Pix brasileiro, em encontro no Salão Oval, 26 de maio.
- A declaração foi feita durante entrega do Hospital Municipal Universitário da Universidade de Rio Verde, em Goiás.
- O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abriu apuração que aponta tarifas como possível resposta, listando temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
- A decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá ao presidente Donald Trump.
- A medida, caso aplicada, visa responder a práticas consideradas desleais segundo o USTR.
Durante a entrega do Hospital Municipal Universitário da Universidade de Rio Verde, em Goiás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2.jun) que Flávio Bolsonaro pediu a Donald Trump para intervir no Pix brasileiro durante encontro no Salão Oval, em 26 de maio. A declaração ocorreu no evento de inauguração de serviços de saúde local.
Segundo Lula, o episódio envolveu um pedido de interferência externa para o sistema de pagamentos brasileiro, com a justificativa de evitar distorções que prejudicariam o país. O presidente não apresentou evidências públicas no momento da fala e não detalhou as condições da reunião relatada.
A fala reforça a agenda política de críticas à família Bolsonaro e às ações dos EUA, comentadas durante a agenda institucional. A administração federal não oficializou novas posições sobre o tema no período citado.
Novas tarifas norte-americanas
O governo dos Estados Unidos informou a adoção de medidas comerciais após investigação que apontou práticas consideradas desleais e prejudiciais a empresas norte-americanas. A revisão abrange temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao etanol e desmatamento ilegal.
O documento do USTR, Escritório do Representante Comercial dos EUA, lista os valores e setores sob apuração e aponta como alvo o Pix brasileiro, entre outros itens. A decisão final sobre a aplicação de tarifas caberá ao presidente Trump.
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