- O Ministério Público pediu ao Tribunal de Contas da União que investigue possível uso irregular de carros oficiais do Superior Tribunal de Justiça durante congresso no Rio de Janeiro.
- Cerca de cinquenta veículos levaram convidados a visitas a pontos turísticos, como o Cristo Redentor e o Maracanã, em sábado do evento, ainda que a atividade não estivesse prevista na programação oficial.
- O subprocurador pediu apuração da regularidade, economicidade e legitimidade dos gastos, incluindo custos diretos e indiretos com combustível, diárias de motoristas e desgaste da frota.
- Também solicitou identificar os agentes públicos que autorizaram e executaram as atividades, com avaliação de responsabilidade individual e eventual ressarcimento.
- O MPF e o CNJ devem ser acionados para analisar improbidade administrativa, possíveis ilícitos penais e medidas disciplinares; o STJ afirmou que custos serão calculados em até duas semanas e confirmou apenas gastos com passagens de convidados de três países, sem almoço ou jantar pagos.
O Ministério Público Federal pediu ao Tribunal de Contas da União que apure a possível irregularidade no uso de carros oficiais do STJ durante um evento no Rio de Janeiro. A representação parte de uma matéria do Metrópoles, publicada em junho de 2026, que aponta o deslocamento de cerca de 50 veículos para levar participantes a pontos turísticos, sem relação com a programação oficial do congresso.
A denúncia envolve o uso de frota de três tribunais para transportar convidados, com destino a locais como Cristo Redentor e Maracanã, em 30 de maio de 2026. O objetivo do pedido é verificar a regularidade, a economicidade e a legitimidade dos gastos, incluindo custos diretos e indiretos como combustível, diárias de motoristas e desgaste da frota.
A Procuradoria solicitou que o TCU encaminhe o caso ao Ministério Público Federal para análise de improbidade administrativa e possíveis ilícitos penais, bem como ao CNJ para avaliar medidas disciplinares. Parte da programação ocorreu sem cobertura da imprensa, segundo o STJ, que confirmou custos ainda a serem calculados.
Solicitação ao TCU
O STJ informou que os custos do passeio serão divulgados em até duas semanas e afirmou que os convidados visitaram os pontos turísticos sem despesas com alimentação para o tribunal, pagando apenas passagens de convidados de três países em classe econômica. A instituição não respondeu oficialmente sobre o uso de carros oficiais até a publicação.
Versões das instituições
O TRF-2 afirmou, em nota, que não disponibilizou veículos oficiais nem agentes para o transporte de participantes do evento no Rio, que tratou da revisão dos Princípios de Bangalore entre 29 de maio e datas subsequentes. Não houve manifestação pública do STJ sobre a representação nem sobre eventual responsabilização de magistrados.
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