- O Supremo Tribunal dos EUA, por seis votos a três, autorizou o uso do novo mapa congresional da Alabama que elimina um dos dois distritos com maioria de eleitores negros.
- A decisão de emergência ocorre após longos litígios sobre o mapa do estado, considerado por acionistas como uma perda de influência para eleitores negros e ganho para republicanos.
- O caso faz parte de uma disputa que começou após o censo de 2020, quando o estado desenhou seis distritos republicanos e um democrata, o único com maioria negra.
- Um painel de três juízes havia considerado que o novo mapa de 2023 continha discriminação racial intencional e ordenou a criação de um desenho com dois distritos de maioria negra.
- Em 2024, o mapa com dois distritos de maioria negra foi utilizado nas eleições; a decisão de 26 de maio manteve o novo rumo, mesmo diante de recursos da oposição.
O Supreme Court dos EUA autorizou, em decisão de 6 a 3, o uso de um mapa distrital redondo pela Alabama para as eleições de meio de mandato deste ano, eliminando um dos dois distritos com maioria de eleitores negros. A ordem de emergência ocorreu nesta semana, representando vitória para os republicanos.
A decisão chega após uma longa batalha judicial sobre o mapa da Câmara dos Deputados da Alabama. O tribunal manteve o uso do novo mapeamento mesmo diante de acusações de discriminação racial, em meio a um histórico de processos envolvendo a Lei de Direitos de Voto.
O caso tem raízes nas tentativas anteriores de redesenho após o censo de 2020, quando o estado criou seis distritos republicanos e um democrata, o último com maioria negra. Questionamentos sobre diluição de votos negros levaram a decisões judiciais que instruíram a criação de mapas com duas áreas de maioria negra.
Contexto legal
O painel de três juízes afirmou, em 26 de maio, que o novo mapa foi desenhado com intenção discriminatória e bloqueou novamente uma configuração que deixaria apenas um distrito com maioria negra, citando violação da Lei de Direitos de Voto. A decisão se relaciona ao histórico processo que se intensificou após uma ordem anterior do Supremo.
Historicamente, a Alabama teve um mapa com duas zonas de maioria negra até 2024, quando o plano utilizado nas eleições apresentou esse desenho. Os democratas negros do estado foram eleitos nesses distritos, o que motivou novos recursos judiciais e mudanças subsequentes.
Impacto nas eleições
A moldura atual permite o uso de um mapa que altera a representatividade negra no estado, para as eleições deste ano. A bancada republicana busca manter a vantagem em distritos-chave, enquanto defensores de direitos civis alertam para impactos na participação eleitoral de eleitores afrodescendentes.
A mudança, aprovada pela Justiça em caráter de emergência, pode redefinir o equilíbrio no Colégio Eleitoral local e influenciar a composição da Câmara dos Deputados dos EUA neste ciclo. A disputa permanece em aberto, com futuras ações legais possíveis.
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