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Nunes afirma que prefeitura não tem relação com suspeita de verba de wi-fi em filme

Prefeitura afirma não ter relação com possível desvio de verba de wi-fi em filme sobre Bolsonaro, investigação apura contrato de R$ 108 milhões

Prefeito Ricardo Nunes durante inauguração de Unidade Básica de Saúde na Zona Sul de São Paulo — Foto: Leonardo Zvarick/g1
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  • O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a prefeitura não tem como saber se dinheiro do wi‑fi foi usado na produção do filme Dark Horse.
  • A declaração ocorre durante investigação da Polícia Civil sobre contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura e a ONG Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do longa.
  • Nunes questionou: se Karina Ferreira da Gama usou dinheiro, qual o papel da prefeitura, já que o contrato passou pelo Tribunal de Contas?
  • Ele disse que a denúncia pode ter conotação política, apresentada por um membro do PT no Rio Grande do Sul.
  • O prefeito criticou a suposta reprodução das acusações pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, chamando o processo de “cópia” de denúncia.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a prefeitura não tem responsabilidade se for comprovado que recursos do contrato de wi‑fi livre foram reutilizados na produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A reação ocorreu na manhã de terça-feira, 2 de junho, durante a inauguração de uma Unidade Básica de Saúde na Vila Joaniza, Zona Sul.

A Polícia Civil investiga um contrato de R$ 108 milhões entre a fazenda municipal e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligada à produção do longa. A prefeitura mantém que não houve envolvimento direto com eventuais irregularidades no uso dos recursos. A apuração mira possíveis desvios envolvendo a ONG ligada ao projeto do filme.

Nunes disse não ver relação entre o conteúdo do contrato e a produção audiovisual. Ele citou que o contrato passou pelo Tribunal de Contas e questionou se a denúncia, apresentada por um político do PT no Rio Grande do Sul, possui embasamento. O chefe do Executivo municipal ainda criticou a forma de apresentação da denúncia pelo Ministério Público e pela polícia.

Avanço da investigação e posicionamento oficial

As autoridades avaliam se houve desvio de verbas destinadas à instalação de pontos de wi‑fi gratuitos. Em nota, a prefeitura reiterou que não pode responder por usos indevidos de terceiros. Além disso, a gestão municipal afirmou não possuir detalhes sobre a destinação final dos recursos no âmbito da parceria com a ONG.

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