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PF desmonta esquema de corrupção envolvendo ex-chefe da Receita em SC

PF desmantela esquema de propina envolvendo ex-chefe da Receita Federal de Santa Catarina; afastamento de funções e ~2 milhões de reais pagos aos investigados

Segundo a PF, suspeito possuía empresas em nome de familiares para mascarar o recebimento de propina
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  • A Polícia Federal deflagrou operação contra um esquema de corrupção no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, envolvendo lavagem de dinheiro e atuação ilícita para beneficiar empresários.
  • Ao todo, foram cumpridos vinte e quatro mandados de busca e apreensão em Itajaí e em cidades de São Paulo, incluindo a capital, Guarulhos, Santana de Parnaíba, Barueri, Paulínia, Valinhos, Hortolândia e Campinas.
  • A Justiça determinou o afastamento de funções públicas do principal investigado, ex-chefe da Receita Federal catarinense.
  • Segundo a Polícia Federal, ele teria recebido cerca de 2 milhões de reais em propina para atuar a favor de empresários nos processos alfandegários, além de supostamente criar mecanismos logísticos a pedido deles.
  • As investigações apontaram uso de empresas em nome de familiares para dissimular os valores recebidos, e houve acompanhamento da Receita Federal durante as buscas em alguns endereços.

A Polícia Federal deflagrou uma operação contra um esquema de corrupção envolvendo o Porto de Itajaí, em Santa Catarina. A ação mira propina, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O principal investigado seria ex-chefe da Receita Federal de Santa Catarina e teve afastadas funções públicas pela Justiça.

Ao todo, a PF cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Itajaí e em cidades de São Paulo, incluindo a capital, Guarulhos, Santana de Parnaíba, Barueri, Paulínia, Valinhos, Hortolândia e Campinas. Os mandados foram autorizados pela Justiça após representação policial.

Segundo a corporação, o investigado possuía poder para facilitar processos devido ao cargo que exercia e teria recebido ao menos 2 milhões de reais de empresários para atuar a favor deles em processos alfandegários. Também é apurado que tentou estruturar mecanismos logísticos a pedido dos investigados.

Avanços da investigação

As apurações indicam que o suspeito utilizava empresas em nome de familiares para dissimular e ocultar a origem dos recursos, além de dar aparência de legalidade aos valores recebidos de forma irregular. A PF informou que esse uso de pessoas vinculadas ao núcleo familiar visava blindar o fluxo financeiro.

Acompanhamento pela Receita

Após solicitação policial, a Justiça autorizou o acompanhamento pela Receita Federal em alguns endereços vasculhados. A medida visa monitorar a conformidade tributária e rastrear movimentações ativas relacionadas ao esquema.

Contexto e desdobramentos

O inquérito envolve esquema ativo e passivo, com possível participação de outros funcionários públicos e empresários. As investigações seguem visando esclarecer a cadeia de favorecimentos e o montante total de recursos desviados.

Próximos passos

A PF não informou novas etapas previstas, mas reiterou que as diligências continuam para esclarecer responsabilidades, identificar beneficiários e cruzar provas com documentos apreendidos.

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